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Mostrando postagens com o rótulo Economia

O duro golpe do Brexit ao Novus Ordo Seclorum

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O referendum democrático que decidiu a saída da Britânia da União Europeia (Brexit) é um acontecimento histórico revolucionário, subversivo e perturbador de tão tamanha dramática importância que não consigo imaginar os efeitos ideológicos e práticos, em meio-longo prazo, que irão seguir. De um determinado ponto de vista, é um duríssimo golpe (não sei se pode já chamar de “falimento”) a um projecto de uma ordem ideológica-política-social-económica perseguido estrategicamente com grande sabedoria, visão, calma e força desde a idade das travas. Esse projeto, em reação ao caos das guerras e dos intrigas de vaidades, visa a constituição de garantias de estabilidade e paz por meio do controle de princípios unificadores e da constituição de um estado de direito superior (ou seja, do direito de ter direitos para cada cidadão) além e em contraposição á princípios de classificações hierárquicas ontológicas moralistas típicas das ordens absolutas e teocraticas que tirava das pessoas a po...

A vida a suma zero. Parte 1. A economia

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Na “teoria dos jogos” e na “teoria economica”, um jogo de soma zero se refere a jogos em que o ganho de um jogador representa necessariamente uma perda para o outro jogador.  Tem uma pesquisa da organização Oxfam International que avaliou o seguinte: um seleto grupo de apenas 85 pessoas concentraria a mesma riqueza que os 3,5 bilhões mais pobres do planeta. A fortuna desses ricos seria de US$ 1,7 trilhão. Os 1% mais ricos do mundo concentrariam a metade da riqueza global. Para a Oxfam, dedicada ao combate à pobreza, o alto nível de desigualdade está relacionado à concentração de poder, que garante mais oportunidades aos mais favorecidos. A entidade cita pesquisas realizadas em seis países, inclusive o Brasil, que mostram que a maioria das pessoas acredita que as leis são distorcidas em favor dos mais ricos. Segundo o estudo, paraísos fiscais, práticas anticómpetiíivas e baixo investimento em serviços públicos estão entre os fatores que dificultaram uma melhor distribuição ...

Eu sou um fracassado

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Gosto fazer uma pergunta às pessoas: “Qual é seu sonho?” Semana passada, todos os adolescentes para os quais perguntei me deram a mesma resposta: “Quero ser milionário; quero ser muito rico”. Quero dizer: adolescentes!!! E aí, a geral atenção que reservo ao mundo, virou preocupação. Grande.  Nesse Brasil atual, o Brasil do “eu quero sempre mais”; um Brasil vigoréxico onde “todos sabem tudo” e tem sempre “algo para ensinar”; nesse Brasil onde se estuda na ilusão que um diploma seja uma precondição de riqueza; nesse Brasil onde corpo e dinheiro têm conotações morais, enobrecendo até mesmo se de plástica ou roubado, e o carro é o templo do ego social; onde o relacionamento é um dispositivo contra a solidão ou contingência hormonal e os filhos propriedade; nesse Brasil que funciona por comparações, desembrulhando-se entre honra e vergonha; nesse Brasil oligárquico, não de todos, mas de muitos, a pergunta vem espontânea:  “O que é o sucesso? O que o fracasso?”. E, acima ...

Redução maior idade penal - POR QUE?

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4 propostas de emenda constitucional no senado, 27 propostas no Congresso Nacional, outros 4 PECs e 19 projetos na Câmera dos deputados. Todo esse “trabalho” político para uma única pauta: a redução da maior idade penal. E a seguir pesquisas, reportagens nos medias, debates públicos, ativações e movimentos populares, etc. Eu, que não entendo nada, tenho somente uma pergunta:  POR QUE?  POR QUE uma proposta do 1993 (PEC 171/93) está retomando tanto clamor agora?  POR QUE uma questão tão pouco significativa respeito aos verdadeiros, profundos, congênitos problemas do País, a dos adolescentes em Conflito com a Lei, que envolve apenas o 0,5% dos jovens do Brasil (dados CNACL), parece agora uma prioridade absoluta e urgente? POR QUE esse tempo gastado nas “casas” políticas e mediáticas (Congresso, Câmera, Senado, TV, etc.) não vem utilizado para resolver problemas como a reforma política, a desigualdade social, a corrupção, a falta de transparência n...

Mas que crise?

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Depois da Russia, é a volta de outro país do Brics, ou seja, o Brasil, estar em dificuldades depois de anos de crescimento econômico. Só para ter uma ideia: só em 2014 o país gastou 6% do PIB em pagamentos de juros sobre a dívida. Mas quando ouço as pessoas reclamar da “crise”, sempre me pergunto: mas de que crise estão falando? Econômica? Financeira? E que ideia de mercado tem os que falam de crise? Que parâmetros de avaliação vêm usados? Onde está a memória?  Quero dizer: nos últimos 25 anos o Brasil tem visto altos e baixos. A inflação ao início dos anos 1990 aumentou mais de 2.000%, e só a introdução de uma nova moeda em 1994 quebrou a tendência. No final dos anos 90 o déficit do país e a elevada dívida pública acumulada fez intervir Fundo Monetário em 2002. De repente, em seguida, a situação mudou radicalmente entre 2002 e 2008, o país registrou taxas de crescimento de 4% ao ano, com fortes aumentos das exportações de ferro, petróleo e açúcar. Mas hoje o Brasil está em ...

SMO sensibiliza contra o Trabalho infantil

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Me chamou atenção o outdoor perto da Prefeitura de SMO sobre o trabalho infantil. Achei importante sensibilizar sobre a questão.  O trabalho infantil é ainda frequente em países menos desenvolvidos e, até bem pouco tempo atrás, o mesmo ocorria em países mais desenvolvidos. Para alguns, o trabalho infantil é visto como uma forma de engajar a criança ou adolescente em algum exercício que lhe pode ser útil na idade adulta, porque aprendem algum ofício ou passam a desenvolver habilidades socialmente valoradas. Para outros, ele é simplesmente fruto de descaso ou egoísmo de pais e mães que se aproveitam dos seus benefícios sem considerar os possíveis males que possam causar às crianças. Embora estes argumentos possam ser válidos para situações pontuais e contextos específicos, na realidade, como fenômeno de massa, o trabalho infantil está fortemente associado à pobreza: a criança assume um papel importante nos mecanismos de sobrevivência de sua família. Quero dizer, a desigualdade...

Antropologia do carro e estacionamento rotativo em SMO

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Como já levantei em outras colunas para entender um povo, se pode começar observando três comportamentos. A maneira como: constrói e vive a casa, joga a futebol e usa o carro. Já abordei arquitetura e futebol. Sobre “o carro” como espelho da cultura especifica dessa região, bem nesse momento histórico, apontamos três aspetos: o valor que as pessoas atribuem ao carro; a educação e competência em dirigir, no transito, e o impacto civil no planejamento urbanístico e normativo, ou seja, a questão do estacionamento rotativo. Que o significado e o valor do carro mudou de simples meio de transporte a status-symbol, com todos os seus sentidos sociais e psicológicos, é algo bastante normal em todas as sociedades capitalistas que, continuamente e constantemente, precisam redefinir os seus marcadores classistas de sedução e poder. Não tem muito sentido, portanto, moralizar essa atitude consumista ao carro. Inclusive a maneira exagerada de valoriza-lo depende da rapidez exagerada das mudanç...

Facebookistan e a manipulação das emoções

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Talvez nem todos saibam disso, mas nesses dias se está tendo uma tremenda controvérsia sobre o Facebook e a sua política de conduta, tanto em termos culturais que legais, até chegar ao supremo comité de garantia do Reino Unido. A bomba explodiu quando no dia 28/06, Wired revelou ao mundo de uma experiência conduzida pelo Facebook de manipulação das emoções sem conhecimento dos seus usuários. Os pesquisadores da rede social, entre 11 e 18 fevereiro 2012, intervieram para modificar diretamente, de maneira oculta, o algoritmo que determina o fluxo de notícias sobre o quadro de avisos. Um negocio que afetou cerca de 700 mil usuários. Em termos simples, o Facebook, tem manipulado o fluxo de visibilidade (flowfeeds) mostrando “para-nos” o que queria nos víssemos das publicações dos nossos amigos e escondendo o que não queria fosse visto. Tudo isso para demonstrar que as pessoas que recebem mensagens mais felizes postam mensagens mais felizes ou ao contrario, tristes: estudo, este,...

O Haiti (não) está aqui

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O Brasil ainda tem no seu DNA histórico cultural marcas de colonização, escravidão, ditadura. Então, sem hipocrisias, como ler o fenômeno complexo dos “haitianos” que desde o 2010 estão chegando no pais e de janeiro em SMO? Quem são os haitianos que moram aqui? Qual é a historia deles? Como chegaram? Como vivem? O que querem? Como foram recebidos? Que relação tem com os outros? Com as mulheres? Com as instituições e o trabalho? Qual é a situação jurídica, sanitária e financeira deles? Que ajudas e que dificuldades estão encontrando? Estão tirando trabalho aos brasileiros ou suprindo a uma escassez de mão de obra? Pegam as coisas “da gente” ou permitem ao mercado imobiliário de não travar a produção e ao financeiro de afastar a inflação? Sendo que acredito fortemente no valor do conhecimento e da comunicação e pouco gosto de preconceitos e fofocas, para responder ás todas essas perguntas, fui nas casas onde moram para conversar diretamente com eles e tirar essas duvidas.  A...

Nos somos os Foppa

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Eeu souu Antonino. Eu sou Daniel. Eu sou Maaaarcelo. Aposto que em ler esta frase para todos se abriu uma imagem, e automaticamente, também, muitos a acompanharam com uma particular entonação. E como que não? Impossível não reconhecer do que ou de quem estamos falando. Mas cuidado, se vocês acham que seja apenas uma simples propaganda, estão errados. De fato, nos somos os Foppa, é um ótimo manifesto cultural que revela características, valores, linguagens, desafios e soluções de uma realidade particular e especifica (a região de SMO); um valido case-history para o que as habilidades de leitura deveriam ser ensinadas necessariamente nas boas universidades, naquelas envolvidas concretamente em preparar os filhos a lidar com o mundo e não apenas atentas a si mesmas. Em outras palavras, o produto linguístico-cultural “nos somos os Foppa”, é um espelho desta sociedade. Mas como assim? E o que é que reflete e mostra pra nos esse espelho? Por exemplo, que os três protagonis...

A Praça é nossa

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Do ponto de vista antropológico a maneira como o ser humano ocupa o espaço é um dos aspectos mais fascinantes da sua história de vida social. Os lugares falam sobre quem os habitam e os alteram em uma contínua estratificação de mudanças, sinais, valores e significados. Em particular a praça fala da cidade. Ainda mais, tecnicamente é a sua origem. Historicamente as cidades nasceram como extensão da mesma praça, espaço encruzilhado de afluência em função de uma feira, em um progressivo aumento de exigências e construções ao seu redor (a diferencia das comunidades onde a origem/base é a propriedade fundiária e depois vem criado um lugar de encontro). A praça é o centro desta realidade: bem no centro, também por razões de segurança (assim que o ladrão não pudesse escapar); o lugar do desenvolvimento da vida pública; deposito arquitetônico e simbólico de sinais históricos e valores fundamentais da mesma concepção civil (poder, religião, comercio). É espaço aberto: para encontros, escam...

LEILOANDO O AMANHÃ

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Os olhos de todo o mundo estão hoje apontados com trepidação sobre o leilão do Pré-Sal. Uma ocorrência de impacto extraordinariamente crucial . Em jogo não há apenas grandes interesses económicos quanto o realinhamento do eixo geopolítico do mundo que, obviamente, segue o poder da alimentação energética. De fato o Brasil está vendendo seu petróleo para os “outros”. Por quê? O que está por baixo? Dívida? Corrupção? Incapacidade técnica? Consequência da crise diplomática com o bloco neoliberal do FMI por causa da dura tensão política (espionagem) coeva com os EUA e a necessidade de se ligar a China sem entrar no OPEP? Os números são impressionantes : reservas de 8 a 12 bilhões de barris de petróleo por uma área de 1500 Km. Investimentos de 185 bilhões US dólares em 35 anos; taxa de 5 bilhões de € a serem pagos ao governo, cujo pertencerá apenas o 40% do extrato; construção de 18 novas plataformas e 90 navios de apoio. O capital induzido pela Petrobras, financiado por meio de polít...

Bolsa Família sim? Bolsa Família não?

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Nessa parte do Oeste, a visão predominante sobre o Bolsa Família e, mais geralmente sobre os subsídios assistenciais do governo é, sem dúvida, muito negativa. Aqui as pessoas que nutrem e movem esta região espelham-se e reconhecem-se na cultura do trabalho. Agricultores que não economizam o esforço em trabalhar suas terras e comerciantes que não desistem sob os desafios adversos do mercado. Aqui a gente trabalha! E é graças ao trabalho que hoje esteja-se melhor do que os nossos pais e avós, com o desejo e a ambição de que tudo vai sempre ao melhor para os nossos filhos. Por esta razão, é difícil aceitar que parte dos seus rendimentos, frutos suados e merecidos deste trabalho, por meio de impostos, apoiem quem quer evitá-lo. Claro, ninguém recusa-se de ajudar aqueles que realmente precisam. A raiva e o sentimento de injustiça são direcionados para aqueles que se aproveitam disso (mas qual'è o filho que não deixa o seu quarto uma bagunça aproveitando-se ou simplesmente não vendo...