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As perdas da vida

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No próximo, “ Parla con Deny ”, ao vivo todas as segundas na Radio 103 FM  as 20 hrs, falaremos sobre as “perdas da vida”. Serão dois os convidados especiais que acompanharão do programa: o Dr. Gerson Weissheimer e a senhora Maria Benedetti, os dois com experiências significativas de perdas a compartilhar com a gente. Sendo que coluna e radio, de prospetivas diferentes, tratam o semanalmente o mesmo tema, teria que escrever agora sobre as perdas da vida. Sinceramente falando, seria fácil escrever rapidamente algo de geral, e talvez banal, baseado sobre o meu trabalho de psicólogo. Poderia, então, desenvolver a coluna destacando como as perdas e a morte sejam, de fato, algo de biológico e natural, apesar do que os seus efeitos sejam sempre algo de pessoal e cultural do que as pessoas tomam conhecimento só no momento em que essas perdas entram em contato com a própria vida perceptiva.  Poderia aproveitar das historias dos convidados para exemplificar como perda...

A copa das copas

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A Copa do Mundo 2014 vista de um ponto de vista interno não aparece certamente sem sombras.  Até agora foram investidos 40,5 bilhões de reais para a construção de aeroportos, estádios e reforçar o transporte. Assim, esta Copa do Mundo já é a mais cara da história. O governo de Dilma Rousseff tem grandes esperanças nessa Copa porque recebeu promessa de um crescimento econômico garantido e a criação de novos postos de trabalho, cerca de 700 mil, e um aumento do PIB de 0,26 %, ou R$ 9 bilhões. Pena que o investimento inicial foi sustentado apenas pelo mesmo governo. Os privados aprenderam bem a lição a partir da experiência da Copa na África do Sul em 2010 e desta vez investiram muito pouco. Aí as obras dos estádios e de outras construções foram financiadas por patrocinadores privados, que perderam dinheiro dos investimentos porque depois de o evento as construções não conseguiram ser utilizadas. Grandes demais para ser rentáveis. Assim, o 99 % dos custos da organiz...

O dom do presente

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Hoje um pensamento simples, talvez óbvio, mas nunca banal. Ou, pelo menos, que nunca deveria se-lo, por distração ou indiferença. Nestes dias todos nós temos o coração cheio: de família, encontros, presentes e alimentos. Eu também estou viajando para isso: abraçar os afeitos, para o Natal, cujo significado é próprio “dom”. Mas cada vez, no avião, acontece sempre uma situação que me impressiona e dói. Talvez seja porque incluído no bilhete, as pessoas quase nunca recusam a bandeja de comida, mesmo que meixam pouco ou nada. E logo, como águias, chegam as aeromoças que, sem nenhuma cerimônia, jogam tudo fora, água e muita comida, mesma a longa validade e já embaladas. E o meu pensamento corre sempre para os problemas da fome, hoje mesmo atrozes. Cresci ouvindo as historias de guerra, cenas de terríveis de privação e humilhação. Um ex- prisioneira dos campos nazistas me contou de um homem, desprovido por causa da fome de qualquer esperança e humanidade, que perto dela matou ...