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Os haitianos parlam com o Deny - "Casa Rosa"

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A historia de migração do Brasil é bem atípica. De um lado sempre foi um pais onde os mesmos brasileiros saiam para outros países em busca de um "sucesso" maior, ou seja, tendencialmente, brasileiros já bem estantes em busca de realização e não brasileiros "desesperados" em busca de uma vida digna; de outro lado sempre foi um pais onde necessitantes, carentes, fugitivos e criminosos entraram em busca de esperança, abrigo e esconderijo. O fenômeno dos haitianos, assim, é algo de extraordinário, algo de completamente novo, para o que o Brasil ainda não tem definição, habito e, talvez, preparo. Não é simplesmente um fenômeno migratório baseado sobre uma economia com características que o Brasil nunca teve mas também vislumbra e envolve uma complexa questão politica interna e externa. Mas enfim, tudo isso não tem que induzir nos a esquecer que mesmos as complexidades caminham sempre nas pernas de pessoas em carne e ossas. Então vamos começar a conhecer essas ...

A Solidão

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Este artigo é inspirado pela recente divulgação de uma pesquisa da Universidade de Chicago que me deixa perplexo, no mínimo. O estudo foi publicado na edição de dezembro do Journal of Personality and Social Psychology. "As pessoas nas margens têm poucos amigos, e isolamento delas leva a perder os poucos laços restantes ", diz o pesquisador. "Estes efeitos de reforço significam que nosso tecido social, lata briga nas bordas." A tese básica da pesquisa diz que aqueles que se sentem sozinhos no final vem colocado às margens da mesma comunidade, legitimando assim o seu sentimento de solidão em um círculo vicioso sem solução (é bem guardando desta prospetiva que podemos e devemos perceber a importância dos serviços municipais territoriais, tais como os agentes de saúde, que trabalham para garantir que as pessoas não se “perdem” em uma fuga de isolamento ou em uma doença, caindo fora do sistema, que, como vimos, não tem misericórdia, quando tem que defender si mesmo...

"DEIXA EU TE CONTAR. FIQUEI SABENDO ..."

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Nasci em Milão: uma grande cidade, com alma, valores e regras típicas de uma metrópole europeia. Escolhi viver aqui no Oeste, com a disponibilidade para compreender as especificidades culturais desta região e do seu povo; para aceitar, respeitar e fazer minhas as diferenças que me podem melhorar e superar com paciência aquelas que me podem abater. Entre essas características culturais, há uma, que abrange a grande diferença entre a realidade de uma cidade grande (aberta) e uma pequena de vilarejo (fechada), no entanto, que, para mim, milanês e até mesmo de formação católica, ainda permanece um desafio difícil: uma realidade, um comportamento, uma diferença, que ainda tenho que concertar. Um habito muito estranho. Refiro-me ao uso sistemático, contínuo e estratégico da FOFOCA . Claro que, como antropólogo, bem entendo a sua função evolutiva. Todas as comunidades dividam-se em duas categorias de pessoas: os falcões e as pombas. Os Falcões são aqueles que conquistam riqueza e ...