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Mostrando postagens com o rótulo quem serve a policia

A elegancia do politico

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Umberto Eco, umas das minhas referencias intelectuais, costumava dizer que um homem cada vez que coloca uma gravata está fazendo uma escolha ideológica. O que ele queria dizer é que com esse gesto, quem veste a gravata está cientemente ou implicitamente reproduzindo e produzindo uma bem determinada ordem de valores culturais e sociais regradas conforme ao sistema do mercado: isso inclui uma certa lógica de classe fundada sobre o valor moral da hierarquia paramentada conforme ao sucesso económico. Ou seja, um mundo onde a lógica do contrato, do produto e das relações finalizadas a ganhar dinheiro valem mais do que outras lógicas.  A gravata, assim como outros artefactos, são chaves e símbolos para declarar que tu sustenta e fica dentro essa ordem.  Por exemplo, um meu paciente advogado em BC, me raciocinou claramente como quando tu abre um escritório de advocacia, os primeiros investimentos que tem que fazer para ganhar mercado são um super carro e um celular de ultima g...

Quem se salva salvando o Lula?

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Estava conversando com um amigo.  Ele reclamava veemente contra um supermercado de SMO:  “Puxa, comprei um litro de leite; quando o abri estava estragado. Provavelmente foi conservado de maneira duvidosa: congelado e reposto nas prateleiras. O cara sempre vende ao limite. Sempre perto da data de vencimento. E a oferta é pouca e péssima. Faz quatros aniversario por ano. Só para cobrar mais os fornecedores que de volta cobram os consumidores. Tudo para maximizar os lucros”.  “Puxa”, repliquei: “por que não vai lá protestar e mudar de supermercado? Esperando que não sejam todos iguais, obviamente”.  “Pois é, mas não dá”, explicou o amigo: “o cara é cliente na loja do meu pai e no final do ano convida toda a família no churrasco dele”.  Pois é, a minha coluna, em relanço ao titulo, poderia terminar aqui. Já falei tudo.  É que do meu ponto de vista, que não é partidário, não é hipócrita e nem sequer moralista, o “Lula-ministro”, a tentativa de s...

A Policia parla con Deny e com a sociedade - Reflexões post-debate PcDy

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Canal YouTube Parla con Deny O programa radio Parla con Deny (facebook e canal youtube), apresentado pelo escrevente, essa semana abordou reflexões e considerações sobre as competências, a doutrina de atuação/ação e a relação com a sociedade da instituição da polícia brasileira; em particular na mesa do programa participaram o Delegado Regional da Policia Civil, Dr. H. G. Muxfeldt, a Delegada da Comarca de SMO, Dr.a L. Junges e o Major subcomandante de batalhão da Policia Militar, Dr. M. Wallau em representação das duas instituições policiais estaduais reconhecidas pelo artigo 144 da Constituição, além das federais Federal, Rodoviária e Ferroviária. A crônica das últimas semanas (Menino Eduardo, Alan de Souza Lima, etc.) que esposem alguns policiais, e consequentemente toda a instituição, aos imediatos e automáticos ataques mediáticos de injustificada violência preventiva e impune corporativismo, nos ofereceu a pauta para fazer o ponto sobre a cultura interna da Polícia, a...

Quem serve a policia?

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Canal YouTube Parla con Deny O termo polícia deriva do grego, politia , ou seja, "constituição política". Sem dúvida é uma instituição-chave do poder Executivo para entender a maturidade cultural de um povo, pois representa e expressa concretamente: por um lado, o ponto de encontro entre dimensão política e cultura cívica, e por outro, a forma de administração, produção e reprodução do poder e da ordem. Tudo isso ao longo de uma dimensão onde a violência é intrínseca e estrutural, porque ao contrário de cidadãos privados, a polícia é constitucionalmente autorizada ao uso da força, que se desenvolve ao longo de um eixo onde, aos seus extremos, tem participação social e/ou repressão, aliviada, enquanto emanação do poder jurisdicional, da justificativa de segurança e paz social. É por isso que é sempre importante e delicada a observação contínua do funcionamento e do impacto que a polícia tem sobre o estado civil e sobre a representação que as pessoas têm de...