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Mostrando postagens com o rótulo Crianças

1+1=3; Levar ao pessoal/ Colegas, psicologos, crianças e ... (integral)

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Levar ao pessoal : quanto atrapalha? E, acima de tudo, quem atrapalha?  Para refletir um pouco sobre esta atitude, vou começar pegando o gancho de algo que, de alguma maneira, me envolveu e acontece comigo.  A senhora Maria me “avisou”: Deny, tem muita gente que te odeia, especialmente os psicólogos . E especialmente a minha amiga, que cursa o terceiro ano de psicologia. Ela falou que o ano que vem, quando for formada, vai tratar todos os seus pacientes melhor do que você”. “Aé? Até que ficaria feliz para os meus pacientes. Que merecem mesmo. Mas por que “os psicólogos” me odeiam?”. Perguntei. “Por que você fala muito mal deles”. Finalizou.  Bom, essa conversa aconteceu realmente. Portanto vamos refletir um pouco, tranquilamente.  Mas antes do que mais nada, para introduzir ao raciocino, algumas evidentes precisões:  é obvio que nunca falei mal dos psicólogos. Quem me lê, escuta na radio, conhece pessoalmente, etc., bem sabe que profiro ape...

Crianças Mal Educadas (como rechonece-las) e Sentimento Civico

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Corrupção? Jeitinho? Desconfiança? Criminalidade? Quem Indica? Violência? Egoísmo? Depressão? Vocês acham que essas “atitudes” estejam independentes umas das outras? Na verdade tem todas por trás um principio e fundamento comum: um profundo desrespeito do outro, ou seja uma falta de sentimento de interligação e compromisso com o outro e com o outro dentro um principio superior que é a coletividade cívica. O sentimento cívico pode ser definido como uma atitude de confiança nos outros com vontade de cooperar para a melhoria da sociedade. A desconfiança pelo contrário provoca indiferença e às vezes até mesmo atitudes predatórias sobre os outros e os recursos públicos. E o sentimento cívico é uma questão de educação. Educação que se aprende desde criança. Claro, educar uma criança é um dos maiores desafios que se enfrentam na vida. Especialmente porque não existe manual de instruções.  Porem nunca é tarde demais para descobrir o que está errado e para encontrar o caminho, porq...

Redução maior idade penal - POR QUE?

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4 propostas de emenda constitucional no senado, 27 propostas no Congresso Nacional, outros 4 PECs e 19 projetos na Câmera dos deputados. Todo esse “trabalho” político para uma única pauta: a redução da maior idade penal. E a seguir pesquisas, reportagens nos medias, debates públicos, ativações e movimentos populares, etc. Eu, que não entendo nada, tenho somente uma pergunta:  POR QUE?  POR QUE uma proposta do 1993 (PEC 171/93) está retomando tanto clamor agora?  POR QUE uma questão tão pouco significativa respeito aos verdadeiros, profundos, congênitos problemas do País, a dos adolescentes em Conflito com a Lei, que envolve apenas o 0,5% dos jovens do Brasil (dados CNACL), parece agora uma prioridade absoluta e urgente? POR QUE esse tempo gastado nas “casas” políticas e mediáticas (Congresso, Câmera, Senado, TV, etc.) não vem utilizado para resolver problemas como a reforma política, a desigualdade social, a corrupção, a falta de transparência n...

Cesariana, por quê? Post debate Parla con Deny

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O programa Parla con Deny da semana passada debateu a surpreendente e preocupante tendência exclusivamente brasileira de recorrer à cesariana ao invés do parto natural; atitude que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reprendeu formalmente, chamando-a de inaceitável, enquanto não conforme os parâmetros de saúde e ética que o órgão supremo em gerenciar a saúde no mundo recomenda (15%). No programa, sempre disponível no site do sistema 103, várias foram as hipóteses e as trocas de ideias em busca de explicações por essa marcante propensão cultural.  A médica Celina Poletto, por exemplo, atribuiu fator prevalente à cultura social, ou seja, relata, seriam as mesmas mulheres que em um processo, ainda em construção, de afirmação de si mesmas, aspirariam ser donas do próprio corpo, tornando-se mães sem renunciar a nada, sem ter prejuízo no trabalho, na libido perineal, na vida social, no corpo, e assim por diante, e obviamente, evitando a dor. Pessoalmente a considero uma pros...

Depressão de Natal - Christmas Blues

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O desconforto de Natal é um verdadeiro mal-estar reconhecido clinicamente como Christmas Blues. Um estudo americano, em 1981, demostra que os estados internos mais estressantes durante este período são o sentimento de solidão, a sensação de falta de uma família, o surgimento de memórias e preocupações econômicas. Esta forma de depressão mostra afinidade com o que na psicanálise é chamada de "reação de aniversário" que explica como em algumas ocorrências de vida podem surgir sentimentos ou emoções aparentemente não de acordo com os acontecimentos atuais, mas em vez relacionados a eventos passados complexos ou problemáticos, que em seu tempo não foi possível desenvolver e, portanto, tendem a recorrer. De fato o Natal traz consigo uma alteração dos ritmos regulares da vida, o que expõe a estímulos incomuns: as interrupções de trabalho muitas vezes levam a lacunas que não se sabe como preencher e a longa convivência forçada com outras pessoas forçam a lidar com os aspectos...

Adolescentes/Crianças e Novas Tecnologias (ICT). Que futuro? Que educação?

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É verdade que os adolescentes que socializam online também não são mais capazes de comunicar pessoalmente? Perguntei a uma mocinha  quantas mensagens envia por dia. Me respondeu: "250”. Puxa! De fato, adolescentes e suas vidas digitais são criticados todos os dias. Em um recente artigo no The Guardian, se condenou a rede social, alegando que fomentou a criação de uma cultura superficial e trivial, deixando-os incapazes de socializar: "tem o risco de crescer uma geração sem empatia, que vive somente uma vida hedonista em busca exclusivamente da emoção imediata criada pelo computador", muitos dizem. Eu também tenho as minhas preocupações. Os jornais gostam de destacar o vício pornográfico horrível e agressões causadas, em teoria, por jogos de vídeo muito violentos. Embora isto, não reflete a grande maioria do comportamento social dos jovens: a comunicação online testemunha o nascimento de um novo mundo da juventude digital. Esta nova tendência existe. Mas é verdade...

O jogo dos sentimentos

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Quando a Itália saiu da copa, além de achar que, tendo perdido dois jogos sobre três, a eliminação foi merecida, senti junta á tristeza e decepção naturais, uma quota de alegria para a felicidade dos outros, os uruguaios neste caso. No esporte, assim como na vida, de fato, o nosso sentimento é interdependente e complementar ao dos outros. Os sentimentos são algo diferente das emoções e dos impulsos mais primitivos.  A emoção é uma experiência pessoal, baseada sobre a sensação; é algo básico, individual: raiva, prazer, desconforto. O sentimento, diferentemente, é uma evolução da emoção por meio da ação do pensamento; algo que tem a ver com os outros: a compaixão, o reconhecimento, a gratidão, o amor. Portanto, ser capaz de ter sentimentos não é algo herdado, que se transmite geneticamente, mas é aprendido através da capacidade de reconhecer as emoções e orienta-las cognitivamente, o que ocorre nos primeiros três anos de vida. Quem tem o dever ...

Mobilidade urbana: o carro na cidade e na cabeça

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Como já escrevi um dos principais fatores a serem considerados, a fim de entender uma cultura são a maneira de alocar o que espaço (arquitetura, urbanismo, infraestruturas, etc.) e a relação que as pessoas têm com o carro. O que muitas vezes foge é que esses aspectos, cultura, auto e cidade, estão fortemente interligados e interdependentes.  O carro, em particular, determina e domina seja a estrutura da cidade (economia e urbanismo) que a do indivíduo (comportamentos e psicologia). Vamos ver como. As primeiras estradas para fins de mobilidade urbana foram construídas em 1836 na França para uso militar. Mas com a descoberta de petróleo, a consolidação da cadeia de montagem e, especialmente, a Segunda Guerra Mundial, foi decidido concentrar-se na produção do carro.  Por quê?  Simples! Os fabricantes de automóveis e óleo eram os mesmos que produzidas armas e que controlavam, portanto, políticas e governos e que, dando-se conta de que outras guerras clássicas já n...

A RELIGIAO DO FUTEBOL

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Geralmente sustento que para ter uma ideia de um povo é suficiente prestar atenção a três suas expressões: a) A arquitetura b) O jeito de dirigir c) O futebol. Bem, hoje falamos de futebol, uma poderosa janela cultural sobre um povo. Exemplos? A Alemanha: terra fria; de mineras e guerras. A gramática de sua língua é rigidamente estruturada. Seu jogo eficiente, organizado e poderoso exatamente como os carros que produzem. No final, sempre chegam ao fim. A Itália? Terra de invasões, poetas e marinheiros. A sua semântica é rica e flexível. Arte e criatividade. O jogo? Todos fechados na defesa (os carcamanos) esperando o golpe de gênio mas sem ser capaz de finalizar (perde-se nos pênaltis). Enquanto psicólogo é um grande privilégio poder jogar aqui. Do campo se podem ver aspectos do “brasileiro” que nos livros não se podem ler. Para o brasileiro destaca-se, nesse caso, sua relação com o tempo e com o prazer. Para o ocidental, cristão, pós-iluminista, de fato, o present...