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Redução maior idade penal - POR QUE?

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4 propostas de emenda constitucional no senado, 27 propostas no Congresso Nacional, outros 4 PECs e 19 projetos na Câmera dos deputados. Todo esse “trabalho” político para uma única pauta: a redução da maior idade penal. E a seguir pesquisas, reportagens nos medias, debates públicos, ativações e movimentos populares, etc. Eu, que não entendo nada, tenho somente uma pergunta:  POR QUE?  POR QUE uma proposta do 1993 (PEC 171/93) está retomando tanto clamor agora?  POR QUE uma questão tão pouco significativa respeito aos verdadeiros, profundos, congênitos problemas do País, a dos adolescentes em Conflito com a Lei, que envolve apenas o 0,5% dos jovens do Brasil (dados CNACL), parece agora uma prioridade absoluta e urgente? POR QUE esse tempo gastado nas “casas” políticas e mediáticas (Congresso, Câmera, Senado, TV, etc.) não vem utilizado para resolver problemas como a reforma política, a desigualdade social, a corrupção, a falta de transparência n...

Votamos! mas por que(m)?

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Na próxima semana tem eleições. O sistema eleitoral no Brasil obriga as pessoas a irem às urnas, mas a obrigação de participar á democracia é uma expressão da democracia?  Desde que Deodoro da Fonseca, no dia 15 de novembro de 1889, tornou-se o primeiro presidente do Brasil, muitas coisas aconteceram para que se alcançasse a democracia como a conhecemos hoje. Muitos acreditam que a democracia e a república sempre foram deste jeito desde o fim da ditadura militar, ou que todas as democracias do mundo são iguais uns aos outras, mas, nesses 125 anos mudaram vários aspectos no cenário político.  Inicialmente, apenas os homens que sabiam ler e escrever e que possuíam certa renda podiam votar, e no final do século XIX, isto significava menos de 10% da população. Então, em 1930, o direito de voto e a oportunidade de participar na vida política também foram estendidos às mulheres. Desde 1989, praticamente vinte cinco anos atrás, também os analfabetos ganharam o direito de votar...

Da copa as eleições: o jogo da Comunicação.

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Após Brasil-Alemanha botei no meu Facebook uma reflexão pertinente. Seguiram vários comentários. Em particular veio uma longa troca com o Sr. Fernando que criticava, rebatendo as minhas replicas ponto por ponto. Paralelamente recebi alguns mail em privado: “mas quem é esse cara? Como se permite? Teria que calar a boca”. E aí respondi: “pera aí, calma, eu gosto que o Sr. Fernando expresse a sua opinião publicamente. Gosto de quem me critica, argumentando, porque assim me ajuda a refletir. Talvez em alguns pontos ele esteja mais certo do que eu e mudará minha opinião. Talvez o contrarie. Talvez pudermos enxergar, ambos, que o certo está em um novo meio. Em todos os casos podermos ser melhores”. Bem por isso, o Sr. Fernando se torna um amigo; ele dialoga, expondo-se, integrando conhecimento e visões e não, como sugerem os mail, um inimigo pelo fato que pensa diferente. Se prevalecesse a logica rígida do: “é meu amigo quem pensa como eu penso” ou “se o meu amigo pensa assim, tam...

Eleições 2014: como é que não vai ganhar assim?

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Premissas: a) a questão é Moldo complexa. Por isso a abordarei de uma forma simples, b) Sou um observador político mas não um partidário. Tenho interesse por pessoas e sociedade: as suas história, desenvolvimento, saúde e destino. Meus raciocínios, portanto, não têm nenhuma finalidade, exceto compreender. Daí a coluna de hoje, que nasce de uma boa conversa entre amigos no churrasco de fim de semana passado em que, com minha grande surpresa, era o único a sustentar uma tese para mim evidente e que hoje reproponho, preto no branco, para futura memória, ou seja: eu acho que a Dilma vai ganhar as próximas eleições, e como que não? Para argumentar esta previsão poderia recorrer a vários raciocínios: político, econômico, sociais, estatísticos e até mesmo histórico. Alguns exemplos? a) as projeções Ibope indicam ela vencedora ainda ao primeiro turno com uma quota de 43 e 47% e os dados de popularidade a colocam entre os presidentes mais populares do mundo (mas não entre os mais ama...

"Boom pra todos" ... desde que ...

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Aposto que a maioria dos senhores leitores está em uma condição socioeconômica melhor do que o de seus pais/avós. Mas eles mesmos eram grandes trabalhadores. Então como explica-se este sucesso? No final da década de 90, tendo em vista a crise dos mercados ocidentais, a grande financia internacional necessitava criar-se um novo mercado diferencial, útil e alternativo. Foi assim plantado no Brasil, em razão de algumas suas características peculiares um modelo de desenvolvimento estratégico já bem conhecido. O objetivo: criar riqueza em curto prazo e resgata-la em longo. Como? Com a política de austeridade do Cardoso se deu a estabilidade necessária, porem entregando de fato o Brasil nas mãos do FMI. Com Lula, a política de incentivos e auxílios jogou a liquidez necessária para movimentar os mercados e assim criar uma vasta nova classe média, favorecendo a passagem da agricultura a microempresa. O Estado, até aqui central, começou a privatizar, mesmo permanecendo acionista atravé...