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Mostrando postagens com o rótulo O meu amigo politico

Quem se salva salvando o Lula?

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Estava conversando com um amigo.  Ele reclamava veemente contra um supermercado de SMO:  “Puxa, comprei um litro de leite; quando o abri estava estragado. Provavelmente foi conservado de maneira duvidosa: congelado e reposto nas prateleiras. O cara sempre vende ao limite. Sempre perto da data de vencimento. E a oferta é pouca e péssima. Faz quatros aniversario por ano. Só para cobrar mais os fornecedores que de volta cobram os consumidores. Tudo para maximizar os lucros”.  “Puxa”, repliquei: “por que não vai lá protestar e mudar de supermercado? Esperando que não sejam todos iguais, obviamente”.  “Pois é, mas não dá”, explicou o amigo: “o cara é cliente na loja do meu pai e no final do ano convida toda a família no churrasco dele”.  Pois é, a minha coluna, em relanço ao titulo, poderia terminar aqui. Já falei tudo.  É que do meu ponto de vista, que não é partidário, não é hipócrita e nem sequer moralista, o “Lula-ministro”, a tentativa de s...

Tornado e inteligência política

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Um dos erros que, ingenuamente, o povo costuma fazer, é achar que política seja em si mesma, conceptualmente ou intrinsecamente, inteligente: algo que os políticos gostam de deixar acreditar. Encontramos confirmação disso de um lado, por exemplo, do uso escancarado e aleatório dos termos “plano/planejamento”, “projeto” e/ou “objetivo” e, de outro, das inúmeras teorias de conspiração que, invariavelmente, acompanham as leituras dos eventos mais dramáticos ou significativos que mudam o curso do dia a dia, do Estado ou da cultura. E assim acostumamos introjetar a ideia de uma arguta transcendental paternalística inteligência atrás das locuções, como por exemplo, “plano de segurança”, “planejamento estratégico”, “projeto de desenvolvimento econômico”, “objetivo social”, etc. Inteligência, etimologicamente falando, se refere à capacidade de entrar dentro das coisas, em profundidade, ou seja, aprofundá-las e entendê-las até a essência. A inteligência política teria, portanto, que refe...

Política, Impostos e Bolsa Família: problema e solução

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Algumas premissas para bem entender-se: não torço pelo Gremio; nem pelo Inter nem por outros times. Tentei me apaixonar. Não consegui. Essa maneira de jogar não me pertence. Sim, tem muita técnica, muito show, mas os jogadores jogam pra si mesmos, individualmente, com fominha. E parecem não estar nem aí se perdem ou ganham o jogo. Tanto o bolso tá cheio. Eu não gosto disso. Eu gosto da tática. Gosto do comprometimento e do empenho do indivíduo para algo maior do que si mesmo. Nesse caso o time. Gosto da visão e do bem geral mais do que do particular.  Mesma linha de raciocínio vale pela política. Não sou partidário. Pelas mesmas razões para as quais não sou torcedor. Não me convencem.  Observo a política assim como os jogos. E da mesma maneira os analiso. Os partidos, assim como os jogadores, tem técnica, o show de algumas propostas e linhas interessantes, cada um tem as suas razões, mas não tem tática, ou seja uma visão total do jogo na sua durada contínua, diferente d...

Peperi-Iguçú: apenas uma ponte?

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Após ter lido as 45 paginas do projeto do corredor ferroviário de integração bi-oceânico de Darci Zanotelli que vislumbra o anseio de uma interconexão ferroviária Brasil/Argentina/Chile como eixo de um corredor multimodal de integração do Mercosul, dá para entender como atrás de toda a grande mobilização de instituições, políticos, empresários, etc., desses dias, para a finalização do ponte internacional Peperi-Iguaçú, existe uma ambição filha de uma visão empresarial, politica, social e cultural mastodôntica.  O projeto, em si mesmo, propõe um sistema de transporte multimodal integrado, cujo resultado final será um eixo ferrovial de caminho métrico em toda a sua extensão. Este eixo quer promover uma interconexão entre os Oceanos Atlântico e Pacífico num sentido Leste-Oeste, aproximando em uma mesma latitude, desde os portos do Litoral Sul Atlântico do Brasil, com ramal existente até São Paulo, até o Porto de Mejillones do Sul, no território Norte do Chile, atravessando prov...

O meu amigo politico

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J á quando morava na Itália, e o Brasil para mim não era mais do que um mundo distante entre os muitos do globo, de fato já tinha lido vários de livros de Paulo Coelho. De um que gostei. Os restos por nada. Me pareciam um blefe. Perguntava-me como era possível gostar (e comprar) de alguém falando exclusivamente de si mesmo, simplesmente descrevendo o que estava fazendo no dia a dia ou fez no seu passado, acompanhando-o com o fluxo de seus pensamentos. Claro, o sabia fazer bem. Escrita fluida, rápida, cativante. Mas de fato um simples exercício retórico de matriz mística. Um registro estilístico arranjado para deixar a sensação do prazer da beleza mas sem a oblação da substância. Em palavras simples, escrevia muito bem, mas sem dizer nada. Uma escrita mais arranjada para cativar do ponto de vista emocional, criar laços pessoais com o leitor e assim vender (se). Ausentes injustificados a profundidade de conteúdo e originalidade das ideias, ou seja, a arte da literatura. Ao final das ...