A elegancia do politico
Umberto Eco, umas das minhas referencias intelectuais, costumava dizer que um homem cada vez que coloca uma gravata está fazendo uma escolha ideológica. O que ele queria dizer é que com esse gesto, quem veste a gravata está cientemente ou implicitamente reproduzindo e produzindo uma bem determinada ordem de valores culturais e sociais regradas conforme ao sistema do mercado: isso inclui uma certa lógica de classe fundada sobre o valor moral da hierarquia paramentada conforme ao sucesso económico. Ou seja, um mundo onde a lógica do contrato, do produto e das relações finalizadas a ganhar dinheiro valem mais do que outras lógicas. A gravata, assim como outros artefactos, são chaves e símbolos para declarar que tu sustenta e fica dentro essa ordem. Por exemplo, um meu paciente advogado em BC, me raciocinou claramente como quando tu abre um escritório de advocacia, os primeiros investimentos que tem que fazer para ganhar mercado são um super carro e um celular de ultima g...