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Mostrando postagens com o rótulo Hábitos

Ciume e ciumes: quando a solução se torna o problema

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De acordo com um estudo canadense, o ciúme, ou seja, a sensação de exclusividade do outro que implica antipatia, desconfiança ou hostilidade contra terceiros, vistos como concorrentes potenciais ou reais, está em segundo lugar no ranking das maiores dificuldades entre as situações conjugais. Mas se uma quota moderada de ciúme também pode ser considerada uma forma de amor, além de certo limiar torna-se destruidora para quem a age e quem a sofre: "Com quem está no facebook?", “Estava on-line no whatsapp!” “Fala a verdade que não estava no futebol/com as amigas?", etc. O ciumento(a) faz da sua própria vida e a do parceiro um inferno real. Entre paixão e suspeito, paranoia e posse, inveja e culpa, o ciumento destrói o casal e si mesmo. Tanto é que o ciúme tem dois aspetos que coincidem com as síndromas patológicos, ou seja, ao mesmo tempo, é uma forma de defensa (competição) e de ataque (controlo).  Para encurtar o ciúme, então, e não o deixar “matar-nos” é importante c...

Espelho espelho meu ... quem é mais brasileiro do que eu?

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E espelho foi. Na semana passada a palestra, aberta ao publico, da Cdl de SMO “Espelho espelho meu, quem é mais mulher do que eu?”, ministrada pelo escrevente, reuniu mais do que 400 mulheres. Do ponto de vista dos conteúdos, a palestra explicou a razão profunda (social, politica, antropológica e psicológica) de alguns comportamentos gerais e locais que caracterizam as mulheres e a sociedade de hoje. Explicou comportamentos típicos daqui: como a tendência, nas várias casas, em dividir-se em homens de um lado (falando principalmente de futebol e negócios) e mulheres de outro (falando principalmente de casa e filhos mesmo quanto tem trabalhos, cargos e/ou salários superiores aos maridos). Explicou a causa de muitas contradições: do ciúme, mesmo sem amor, que chega a níveis patológicos; do porque os homens preferem se endividar para um carro mais do que investir nas luminárias de casa; explicou por que se protegem uns com os outros quando traem, mas se tornam ferozes quando a mulher ...

O direito de ter direito

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Desde que moro no Brasil, a lista de ocorrências para me passar a perna e lucrar dinheiro, mais do que extensa é virtualmente interminável: acordos e contratos não respeitados, palavras não cumpridas, valores aumentados de repente, cobranças absurdas, multas injustas, etc. Tudo por dinheiro. Dinheiro, dinheiro, dinheiro: danado, sujo, imediato. Calculei que em pouco mais de um ano o dinheiro “jogado fora” (perdido? subtraído?) por não ser “experto” com “essas atitudes” para que não estava preparado é mais ou menos de 70 mil reais . De fato, paguei um Mestrado em "jeitinho e malandragem". Em relação a isso, vivi três etapas. Na primeira, que poderíamos chamar de "paranoide", atribuía estes comportamentos diretamente ao fato de ser estranho e estrangeiro, conforme ao cliché de leigo e rico: ou seja, que não sabe, que passa, que vai embora e traz euros. Lembro uma vez em que comprei uma planta para um casal de pacientes. 24 reais o valor exposto na placa, rigo...

Os Adolescentes do futuro e o Futuro dos adolescentes

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Em uma recente entrevista me perguntaram o que eu espero para o futuro da cidade. Achei uma pergunta realmente inteligente. Os leitores mereceriam uma resposta do mesmo nível, mas teria que ser muito detalhada e complexa enquanto: de um lado, é de grande importância sendo que tem a ver com o futuro da cidade e dos filhos; de outro devido ao fato de que sou psicólogo e antropólogo e, portanto, se entra no meu campo e gostaria explicar bem (coisa que parece difícil vendo as reações a ultima coluna). Por essas razões, talvez, a resposta, que depende da minha capacidade de explicar e daquela de alguns leitores de entender, não será da mesma espessura. Mas tentamos, partindo de um ponto: SMO é uma das realidades mais fechadas que eu conheci. Dá pra dar-se conta disso de varias e diferentes prospetivas. É fechada: nos grupos e nos relacionamentos; fechada na economia, na abertura as empresas (é só olhar das leis 3445/94 de Basso até a 5526/05 e 5990/07 de Valar) e no comercio (princ...

Nos somos os Foppa

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Eeu souu Antonino. Eu sou Daniel. Eu sou Maaaarcelo. Aposto que em ler esta frase para todos se abriu uma imagem, e automaticamente, também, muitos a acompanharam com uma particular entonação. E como que não? Impossível não reconhecer do que ou de quem estamos falando. Mas cuidado, se vocês acham que seja apenas uma simples propaganda, estão errados. De fato, nos somos os Foppa, é um ótimo manifesto cultural que revela características, valores, linguagens, desafios e soluções de uma realidade particular e especifica (a região de SMO); um valido case-history para o que as habilidades de leitura deveriam ser ensinadas necessariamente nas boas universidades, naquelas envolvidas concretamente em preparar os filhos a lidar com o mundo e não apenas atentas a si mesmas. Em outras palavras, o produto linguístico-cultural “nos somos os Foppa”, é um espelho desta sociedade. Mas como assim? E o que é que reflete e mostra pra nos esse espelho? Por exemplo, que os três protagonis...

O meu amigo politico

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J á quando morava na Itália, e o Brasil para mim não era mais do que um mundo distante entre os muitos do globo, de fato já tinha lido vários de livros de Paulo Coelho. De um que gostei. Os restos por nada. Me pareciam um blefe. Perguntava-me como era possível gostar (e comprar) de alguém falando exclusivamente de si mesmo, simplesmente descrevendo o que estava fazendo no dia a dia ou fez no seu passado, acompanhando-o com o fluxo de seus pensamentos. Claro, o sabia fazer bem. Escrita fluida, rápida, cativante. Mas de fato um simples exercício retórico de matriz mística. Um registro estilístico arranjado para deixar a sensação do prazer da beleza mas sem a oblação da substância. Em palavras simples, escrevia muito bem, mas sem dizer nada. Uma escrita mais arranjada para cativar do ponto de vista emocional, criar laços pessoais com o leitor e assim vender (se). Ausentes injustificados a profundidade de conteúdo e originalidade das ideias, ou seja, a arte da literatura. Ao final das ...

A Solidão

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Este artigo é inspirado pela recente divulgação de uma pesquisa da Universidade de Chicago que me deixa perplexo, no mínimo. O estudo foi publicado na edição de dezembro do Journal of Personality and Social Psychology. "As pessoas nas margens têm poucos amigos, e isolamento delas leva a perder os poucos laços restantes ", diz o pesquisador. "Estes efeitos de reforço significam que nosso tecido social, lata briga nas bordas." A tese básica da pesquisa diz que aqueles que se sentem sozinhos no final vem colocado às margens da mesma comunidade, legitimando assim o seu sentimento de solidão em um círculo vicioso sem solução (é bem guardando desta prospetiva que podemos e devemos perceber a importância dos serviços municipais territoriais, tais como os agentes de saúde, que trabalham para garantir que as pessoas não se “perdem” em uma fuga de isolamento ou em uma doença, caindo fora do sistema, que, como vimos, não tem misericórdia, quando tem que defender si mesmo...

O dom do presente

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Hoje um pensamento simples, talvez óbvio, mas nunca banal. Ou, pelo menos, que nunca deveria se-lo, por distração ou indiferença. Nestes dias todos nós temos o coração cheio: de família, encontros, presentes e alimentos. Eu também estou viajando para isso: abraçar os afeitos, para o Natal, cujo significado é próprio “dom”. Mas cada vez, no avião, acontece sempre uma situação que me impressiona e dói. Talvez seja porque incluído no bilhete, as pessoas quase nunca recusam a bandeja de comida, mesmo que meixam pouco ou nada. E logo, como águias, chegam as aeromoças que, sem nenhuma cerimônia, jogam tudo fora, água e muita comida, mesma a longa validade e já embaladas. E o meu pensamento corre sempre para os problemas da fome, hoje mesmo atrozes. Cresci ouvindo as historias de guerra, cenas de terríveis de privação e humilhação. Um ex- prisioneira dos campos nazistas me contou de um homem, desprovido por causa da fome de qualquer esperança e humanidade, que perto dela matou ...

SE DEUS QUISER

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As palavras expressam muito mais do que dizem. E nestes dias de muitas reuniões recorre assiduamente um jeito de dizer que chama fortemente a minha atenção, mesmo porque, enquanto profissional do "ser humano", sempre tinha paixão para as religiões e, por isso, fiz 5 anos de teologia na Universidade Católica de Milão. Então, perto do Natal, acho que vale a pena gastar uma reflexão sobre o: “Se Deus quiser"! Do ponto de vista cultural, o “se Deus quiser” parece uma posição clara na disputa teológica milenária entre predestinação, livre arbítrio e responsabilidade do homem, cumprida com si mesmo e os outros. Em particular parece apoiar a visão iper-calvinista de um mundo já totalmente alocado por vontade de Deus. Dele dependeria totalmente tudo o que acontece: um destino abrangido entre fatalismo e predeterminação. Uma abordagem a vida deindividualizante e deresponsabilizante; "visão cultural" que aqui parece ser ratificada por outras gírias recorren...