Além do câncer - O sorriso de Elisa
“ Não. Hoje não. Hoje tem formatura. Não posso não ir. Não quero. Hoje quero viver ”. Assim reagiu Elisa Cristina Fritzen, jovem mulher de 30 anos, quando o médico, com olhar baixo e voz débil, comunicou para ela que tinha que começar imediatamente, bem naquele mesmo momento, a quimioterapia, senão não teria garantido mais do que um ano de vida. “ Como assim? Mais uma vez? O calvário não terminou quando, por um câncer, removeram meu útero em 2012, tirando-me o sonho de me tornar mãe? ” Mas essa vez não. O câncer não teria acuado ela. Elisa tinha amigos a esperando. Tinha pintado o lindo cabelo frondoso para chacoalhá-lo ao vento e ao ritmo da música. Queria dançar. Queria usar aquela camiseta que estava de olho faz tempo na loja em que trabalhava como vendedora e que, finalmente, tinha conseguido comprar. Amarela. A sua cor preferida. A que combina e destaca os seus grandes olhos claros, brilhantes e felizes como um dia de verão. Elisa, bem naquele instante, se deu...