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Mostrando postagens com o rótulo Falta de educação

Mães, filhOS e o berço do Machismo

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Como quem me conhece sabe, sempre costumo salientar quanto seja dura e retrograda a condição das mulheres dentro uma cultura machista. Não é fácil não. Uma verdadeira batalha que quando se encara, traz sofrimento e desconformidade e quando se evita, tira dignidade e futuro.  Mas o fato de defender as mulheres não significa que as considero vitimas. Bem pelo contrario. A cultura machista É criada pelas mulheres: começa com a educação dos filhos e continua confirmada cada vez que se não se diz “não" diante cada ato de desigualdade, dependência, submissão e carência ou, pior, quando são as mesmas mulheres que perpetram esses atos.  Uma minha ex-aluna de pós em Chapecó, replicando e acrescentando ás essas minhas palavras no meu facebook, destacou a importância de educar as filhas, reconhecendo, implicitamente, como momento chave da produção da cultura machista ou da falta de quebra desse paradigma, o momento da relação educativa entre mães e filhas , CONFORME AO PRINCIPIO...

Como pais e escola podem estragar os filhos e o futuro

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“ Jeitinho brasileiro ”: o fato mesmo que exista esta locução lingüística e que venha associada a um “povo” especifico (o brasileiro) significa que essa " atitude " é tão enraizada, espalhada, marcante e especifica que vem reconhecida, de fato, como um traço distintivo cultural de um povo. Mas o que é, na sua essência, o jeitinho brasileiro ? Em palavra simples, é uma maneira criativa e “pessoal” (no sentido que baseia-se e alavanca-se sobre todo aquele conjunto de implicações que desencadeiam-se e desenvolve-se dentro uma relação pessoal) para alcançar um objetivo / solução independentemente (ou além) das regras / leis implícitas e explicitas.  Os brasileiros, portanto, tem jeitinho. Algo que por exemplo, os rígidos alemães ou os pragmáticos ingleses não tem; jeitinho seja no sentido positivo que negativo. E isto é um fato. Mas de onde origina este traço cultural, pelo menos de um ponto de vista educativo e psicológico, tão distintivo ?   Seja como psicólo...

Crianças Mal Educadas (como rechonece-las) e Sentimento Civico

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Corrupção? Jeitinho? Desconfiança? Criminalidade? Quem Indica? Violência? Egoísmo? Depressão? Vocês acham que essas “atitudes” estejam independentes umas das outras? Na verdade tem todas por trás um principio e fundamento comum: um profundo desrespeito do outro, ou seja uma falta de sentimento de interligação e compromisso com o outro e com o outro dentro um principio superior que é a coletividade cívica. O sentimento cívico pode ser definido como uma atitude de confiança nos outros com vontade de cooperar para a melhoria da sociedade. A desconfiança pelo contrário provoca indiferença e às vezes até mesmo atitudes predatórias sobre os outros e os recursos públicos. E o sentimento cívico é uma questão de educação. Educação que se aprende desde criança. Claro, educar uma criança é um dos maiores desafios que se enfrentam na vida. Especialmente porque não existe manual de instruções.  Porem nunca é tarde demais para descobrir o que está errado e para encontrar o caminho, porq...

As origens do Mal (do Brasil) - Parte 2

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Na ultima coluna ZF (no Líder do 12/09 e no blog) propusemos algumas hipóteses explicativas sobre as origens de alguns marcos culturais “negativos” do Brasil.  Cada Pais, cada povo, no mundo, tem as suas características negativas, que juntas as positivas, vem amplificadas e fixadas em estereótipos culturais: os italianos (“ tutta brava gente ”), são mafiosos e corruptos, os franceses chauvinistas e arrogantes, os ingleses sisudos e frios, os alemães soberbos e rígidos, os africanos violentos e instituais, os russos agressivos e cínicos, etc.  Dos brasileiros identificamos: corrupção, jeitinho, dês-comprometimento com o trabalho, paternalismo, egoísmo, preguiça, tendência à enganação, materialismo, etc. São marcos culturais. Genéricos. Ninguém se ofenda. Cada um tem a possibilidade de não sê-lo.   Mas o ponto é: por quê esses marcos? De onde vem? Quais as origens?  Três fatores como hipótese. Na primeira parte desse artigo desenvolvi o primeiro; o at...

O jogo dos sentimentos

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Quando a Itália saiu da copa, além de achar que, tendo perdido dois jogos sobre três, a eliminação foi merecida, senti junta á tristeza e decepção naturais, uma quota de alegria para a felicidade dos outros, os uruguaios neste caso. No esporte, assim como na vida, de fato, o nosso sentimento é interdependente e complementar ao dos outros. Os sentimentos são algo diferente das emoções e dos impulsos mais primitivos.  A emoção é uma experiência pessoal, baseada sobre a sensação; é algo básico, individual: raiva, prazer, desconforto. O sentimento, diferentemente, é uma evolução da emoção por meio da ação do pensamento; algo que tem a ver com os outros: a compaixão, o reconhecimento, a gratidão, o amor. Portanto, ser capaz de ter sentimentos não é algo herdado, que se transmite geneticamente, mas é aprendido através da capacidade de reconhecer as emoções e orienta-las cognitivamente, o que ocorre nos primeiros três anos de vida. Quem tem o dever ...

Eu (não) mereço ser estuprada

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Um nenê apanhado dos pais não tem estruturas psicológicas para entender que isso está errado. Alias vai criar-se construindo uma imagem de si enquanto merecedor de desvalor.    Uma pesquisa da Ipea  sobre a tolerância à violência contra as mulheres e um artigo da revista francesa Le Monde, nessa semana, me chamaram atenção de como o mesmo principio se aplica aqui a uma das realidade do que me ocupo há mais tempo: a mulher. A pergunta surge  espontânea : como é que a mulher está se criando hoje no Brasil? Como já escrevi em outras colunas a mulher se depara ainda em uma contradição: por um lado, uma herança histórica que a limitou a ser mãe, esposa, etc.; por outro, a possibilidade de escolher seu futuro e se fazer sujeito de sua história, em pé de igualdade com o sexo masculino. Porém, é no interior dos lares que vem à tona o lado mais obscuro e cruel desta contradição, muitas vezes com a conivência da própria vítima: a violência (doméstica) contr...

Os Adolescentes do futuro e o Futuro dos adolescentes

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Em uma recente entrevista me perguntaram o que eu espero para o futuro da cidade. Achei uma pergunta realmente inteligente. Os leitores mereceriam uma resposta do mesmo nível, mas teria que ser muito detalhada e complexa enquanto: de um lado, é de grande importância sendo que tem a ver com o futuro da cidade e dos filhos; de outro devido ao fato de que sou psicólogo e antropólogo e, portanto, se entra no meu campo e gostaria explicar bem (coisa que parece difícil vendo as reações a ultima coluna). Por essas razões, talvez, a resposta, que depende da minha capacidade de explicar e daquela de alguns leitores de entender, não será da mesma espessura. Mas tentamos, partindo de um ponto: SMO é uma das realidades mais fechadas que eu conheci. Dá pra dar-se conta disso de varias e diferentes prospetivas. É fechada: nos grupos e nos relacionamentos; fechada na economia, na abertura as empresas (é só olhar das leis 3445/94 de Basso até a 5526/05 e 5990/07 de Valar) e no comercio (princ...

Informação viral: Facebook, artigos e vídeos caseiros no Web.

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Nesses dias dois tópicos populares tumultuosos levam-me a refletir sobre quanto aqui ainda são grandes os riscos de divulgação na rede. O primeiro é um artigo sobre o Brasil da revista France Football que tem mais de 200.000 partilha no Facebook (veja blog). Para quem não sabe o relatório apresenta-se assim: "12 páginas que resumem o Brasil em todos os seus sentidos". O artigo atira a zero sobre os brasileiros referenciando meticulosamente dados sobre diversas áreas da vida civil e designando um cenário trágico do ponto de vista da falta de cultura de trabalho e educação, da precariedade das infraestruturas (hospitais, estradas, etc.), do conluio entre a enorme corrupção e o crime violento e generalizado e um pais perdido entre protestos, excessos, etc. Alguns dados, tais como a comparação do número de mortes referentes as Copas do Mundo de vários países em vários momentos, até me impressionaram muito do ponto de vista da construção retórica do texto. Enfim, um ataque ...