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Mostrando postagens com o rótulo bom pra todos

Arquitetura como educação civil e responsabilidade política

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A opinião e a tese que sustento nesta coluna é a seguinte: a arquitetura urbana tem, iminentemente, uma importante e fundamental função estrutural de educação civil.  E, a partir deste entendimento, concluo o texto destacando uma grave falha política, independentemente de qual administração, em assumir uma responsabilidade no planejamento da educação civil dos seus cidadãos e, consequentemente, de um convívio respeitoso, harmônico e produtivo da cidade. E isto, se torna ainda mais grave se formos pensar ao que temos vários cursos e universidades que, continuamente, formam arquitetos de boa vontade, antes do que frustrar-se.  Mas já vou explicar.  Acompanhem o meu raciocínio.  A arquitetura da cidade, na sua essência, monstra e transmite duas importantíssimas realidades culturais:  1) um manifesto ideológico de como a política intende o cidadão: de como intende a sua própria função de serviço: do que assume como dever e do que espera em troca do ci...

Espelho espelho meu ... quem é mais brasileiro do que eu?

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E espelho foi. Na semana passada a palestra, aberta ao publico, da Cdl de SMO “Espelho espelho meu, quem é mais mulher do que eu?”, ministrada pelo escrevente, reuniu mais do que 400 mulheres. Do ponto de vista dos conteúdos, a palestra explicou a razão profunda (social, politica, antropológica e psicológica) de alguns comportamentos gerais e locais que caracterizam as mulheres e a sociedade de hoje. Explicou comportamentos típicos daqui: como a tendência, nas várias casas, em dividir-se em homens de um lado (falando principalmente de futebol e negócios) e mulheres de outro (falando principalmente de casa e filhos mesmo quanto tem trabalhos, cargos e/ou salários superiores aos maridos). Explicou a causa de muitas contradições: do ciúme, mesmo sem amor, que chega a níveis patológicos; do porque os homens preferem se endividar para um carro mais do que investir nas luminárias de casa; explicou por que se protegem uns com os outros quando traem, mas se tornam ferozes quando a mulher ...

O direito de ter direito

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Desde que moro no Brasil, a lista de ocorrências para me passar a perna e lucrar dinheiro, mais do que extensa é virtualmente interminável: acordos e contratos não respeitados, palavras não cumpridas, valores aumentados de repente, cobranças absurdas, multas injustas, etc. Tudo por dinheiro. Dinheiro, dinheiro, dinheiro: danado, sujo, imediato. Calculei que em pouco mais de um ano o dinheiro “jogado fora” (perdido? subtraído?) por não ser “experto” com “essas atitudes” para que não estava preparado é mais ou menos de 70 mil reais . De fato, paguei um Mestrado em "jeitinho e malandragem". Em relação a isso, vivi três etapas. Na primeira, que poderíamos chamar de "paranoide", atribuía estes comportamentos diretamente ao fato de ser estranho e estrangeiro, conforme ao cliché de leigo e rico: ou seja, que não sabe, que passa, que vai embora e traz euros. Lembro uma vez em que comprei uma planta para um casal de pacientes. 24 reais o valor exposto na placa, rigo...

Os Adolescentes do futuro e o Futuro dos adolescentes

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Em uma recente entrevista me perguntaram o que eu espero para o futuro da cidade. Achei uma pergunta realmente inteligente. Os leitores mereceriam uma resposta do mesmo nível, mas teria que ser muito detalhada e complexa enquanto: de um lado, é de grande importância sendo que tem a ver com o futuro da cidade e dos filhos; de outro devido ao fato de que sou psicólogo e antropólogo e, portanto, se entra no meu campo e gostaria explicar bem (coisa que parece difícil vendo as reações a ultima coluna). Por essas razões, talvez, a resposta, que depende da minha capacidade de explicar e daquela de alguns leitores de entender, não será da mesma espessura. Mas tentamos, partindo de um ponto: SMO é uma das realidades mais fechadas que eu conheci. Dá pra dar-se conta disso de varias e diferentes prospetivas. É fechada: nos grupos e nos relacionamentos; fechada na economia, na abertura as empresas (é só olhar das leis 3445/94 de Basso até a 5526/05 e 5990/07 de Valar) e no comercio (princ...

Eleições 2014: como é que não vai ganhar assim?

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Premissas: a) a questão é Moldo complexa. Por isso a abordarei de uma forma simples, b) Sou um observador político mas não um partidário. Tenho interesse por pessoas e sociedade: as suas história, desenvolvimento, saúde e destino. Meus raciocínios, portanto, não têm nenhuma finalidade, exceto compreender. Daí a coluna de hoje, que nasce de uma boa conversa entre amigos no churrasco de fim de semana passado em que, com minha grande surpresa, era o único a sustentar uma tese para mim evidente e que hoje reproponho, preto no branco, para futura memória, ou seja: eu acho que a Dilma vai ganhar as próximas eleições, e como que não? Para argumentar esta previsão poderia recorrer a vários raciocínios: político, econômico, sociais, estatísticos e até mesmo histórico. Alguns exemplos? a) as projeções Ibope indicam ela vencedora ainda ao primeiro turno com uma quota de 43 e 47% e os dados de popularidade a colocam entre os presidentes mais populares do mundo (mas não entre os mais ama...

"Boom pra todos" ... desde que ...

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Aposto que a maioria dos senhores leitores está em uma condição socioeconômica melhor do que o de seus pais/avós. Mas eles mesmos eram grandes trabalhadores. Então como explica-se este sucesso? No final da década de 90, tendo em vista a crise dos mercados ocidentais, a grande financia internacional necessitava criar-se um novo mercado diferencial, útil e alternativo. Foi assim plantado no Brasil, em razão de algumas suas características peculiares um modelo de desenvolvimento estratégico já bem conhecido. O objetivo: criar riqueza em curto prazo e resgata-la em longo. Como? Com a política de austeridade do Cardoso se deu a estabilidade necessária, porem entregando de fato o Brasil nas mãos do FMI. Com Lula, a política de incentivos e auxílios jogou a liquidez necessária para movimentar os mercados e assim criar uma vasta nova classe média, favorecendo a passagem da agricultura a microempresa. O Estado, até aqui central, começou a privatizar, mesmo permanecendo acionista atravé...