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Mostrando postagens com o rótulo Smo

Estrangeiros em smo e no parla: as culturas diferentes

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O ultimo programa parla con deny deu um pouco de polemica. Na mesa do programa participaram alguns estrangeiros que moram em smo; 2 argentinos e um haitianos.  Em escutar as vivências e as considerações a respeito de algumas dificuldades de adaptação e diferenças de hábitos, alguns miguelestinos se sentiram ofendidos, levando sentimentos íntimos de outras pessoas a pessoal.  Mas me permitam lembrar algo chave: para evoluir, ter harmonia e alcançar a paz, social e intima, é preciso minimamente buscar entendimentos de todos os lados.  E de fato, para que este entendimento seja real, é fundamental partir dos fatos.  E o fato que para essas pessoas SMO seja, pelo menos importante, de um ponto de vista pessoal,  e valorizado, de um ponto de vista cultural, fica evidente pelo fato que essas pessoas decidiram morar aqui; e estão morando aqui.  Portanto acredito não seja o caso de ficar ressentidos diante algumas diferenças de estilos de vida ou de...

Luta ao cancer- tenis do bem para ganhar contra a vergonha

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Tem algo ainda por do que sofrer: por uma doença, uma traição, um abuso, um luto ou qualquer perturbação evolutiva ou traumática que seja.  Pior do que sofrer, são o medo e a vergonha de sofrer.  Quantas pessoas atingidas por esses sofrimentos acabam fechando-se, evitando relações sociais, fugindo do expor-se, do pedir ajuda, de informar-se para tomar providencia, auto-excluindo-se da sociedade e caindo presos no silencio de si mesmos? Quantos? E quantos familiares? Fugas na e da vergonha por meio de processos de negação ou entorpecimento produzem mais danos e prejuízos do que soluções. Obviamente. E sem subestimar o forte valor etipoatogenico (ou seja em desencadear doenças como causa determinante o correlacionada) que  vergonha, o silencio e o medo tem nas doenças psicossomáticas. E entre essas, a cima de tudo, podemos tranquilamente considerar o câncer.  O câncer é um problema de saúde pública mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a A União ...

Rock n’ camarata, Smo e Eleições Municipais.

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Nessa semana, a Camerata Florianópolis, orquestra fundada pelo maestro Jeferson Della Rocca no 1994 e hoje um dos maiores grupos de referencia de género em SC e no Pais todo, (tanto é que chegou tocar com Steve Vai no Rock em Rio) prestigiou SMO com o seu show Rock N’ Camerata: uma fusion entre musica rock e orquestral. Sem duvidas um grande presente para nós e um show de reconhecido sucesso.  Agora, sendo que que acho importante começar a dialogar a partir de posições bem definidas, ou seja brancas ou pretas, sem as cores de cinzas populistas que deixam cada um entender o que quiser para alcançar aquela ilusão de interesseira ou confortante concordancia; posições claras porem não rígidas, recensearei alguns PRO e CONTRA que esse evento, enquanto espectador participante, me transmitiu e deixou:  PRO : A participação do publico. Aberta e madura. Não apenas muito numerosa mas até mesmo competente, ou seja não apenas atrás de novidades como souvenires de modernidade ou c...

Antropologia do supermercado - Capítulo 1: a competência emocional

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O supermercado é um templo privilegiado para observar e especular sobre as matrizes culturais subjacentes aos comportamentos e as dinâmicas individuais, familiares e grupais que, justamente, nesse “não-lugar”, como o definiria Marc Augé, vem expostas, produzidas e reproduzidas de maneira extremamente evidente.  Veja só.  Ontem. Meio-dia. Estava com pressa. Agenda lotada. Tinha tudo sincronizado. Mas como renunciar ao meu chocolate? Admito: sou chocólatra. Entrei. Comprei. Fui. Mas, já na rua, o deslumbramento. O chocolate estava com a embalagem aberta. Beleza. Pode acontecer. Quem sabe como vem transportados e/ou conservados esses produtos? Quantas excursões térmicas sofrem? Entre quantas mãos passam? Etc. Bom, voltei. Ainda com maior afobação. Rapidamente avisei a atendente que ia trocar o produto. Já deixei a nota fiscal e me atirei entre corredores e prateleiras. Na saída, mostrei o produto, agradeci e fiz para voltar velozmente ao consultório. Não gosto de a...

Peperi-Iguçú: apenas uma ponte?

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Após ter lido as 45 paginas do projeto do corredor ferroviário de integração bi-oceânico de Darci Zanotelli que vislumbra o anseio de uma interconexão ferroviária Brasil/Argentina/Chile como eixo de um corredor multimodal de integração do Mercosul, dá para entender como atrás de toda a grande mobilização de instituições, políticos, empresários, etc., desses dias, para a finalização do ponte internacional Peperi-Iguaçú, existe uma ambição filha de uma visão empresarial, politica, social e cultural mastodôntica.  O projeto, em si mesmo, propõe um sistema de transporte multimodal integrado, cujo resultado final será um eixo ferrovial de caminho métrico em toda a sua extensão. Este eixo quer promover uma interconexão entre os Oceanos Atlântico e Pacífico num sentido Leste-Oeste, aproximando em uma mesma latitude, desde os portos do Litoral Sul Atlântico do Brasil, com ramal existente até São Paulo, até o Porto de Mejillones do Sul, no território Norte do Chile, atravessando prov...

O direito de ter direito

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Desde que moro no Brasil, a lista de ocorrências para me passar a perna e lucrar dinheiro, mais do que extensa é virtualmente interminável: acordos e contratos não respeitados, palavras não cumpridas, valores aumentados de repente, cobranças absurdas, multas injustas, etc. Tudo por dinheiro. Dinheiro, dinheiro, dinheiro: danado, sujo, imediato. Calculei que em pouco mais de um ano o dinheiro “jogado fora” (perdido? subtraído?) por não ser “experto” com “essas atitudes” para que não estava preparado é mais ou menos de 70 mil reais . De fato, paguei um Mestrado em "jeitinho e malandragem". Em relação a isso, vivi três etapas. Na primeira, que poderíamos chamar de "paranoide", atribuía estes comportamentos diretamente ao fato de ser estranho e estrangeiro, conforme ao cliché de leigo e rico: ou seja, que não sabe, que passa, que vai embora e traz euros. Lembro uma vez em que comprei uma planta para um casal de pacientes. 24 reais o valor exposto na placa, rigo...

Nos somos os Foppa

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Eeu souu Antonino. Eu sou Daniel. Eu sou Maaaarcelo. Aposto que em ler esta frase para todos se abriu uma imagem, e automaticamente, também, muitos a acompanharam com uma particular entonação. E como que não? Impossível não reconhecer do que ou de quem estamos falando. Mas cuidado, se vocês acham que seja apenas uma simples propaganda, estão errados. De fato, nos somos os Foppa, é um ótimo manifesto cultural que revela características, valores, linguagens, desafios e soluções de uma realidade particular e especifica (a região de SMO); um valido case-history para o que as habilidades de leitura deveriam ser ensinadas necessariamente nas boas universidades, naquelas envolvidas concretamente em preparar os filhos a lidar com o mundo e não apenas atentas a si mesmas. Em outras palavras, o produto linguístico-cultural “nos somos os Foppa”, é um espelho desta sociedade. Mas como assim? E o que é que reflete e mostra pra nos esse espelho? Por exemplo, que os três protagonis...

A Praça é nossa

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Do ponto de vista antropológico a maneira como o ser humano ocupa o espaço é um dos aspectos mais fascinantes da sua história de vida social. Os lugares falam sobre quem os habitam e os alteram em uma contínua estratificação de mudanças, sinais, valores e significados. Em particular a praça fala da cidade. Ainda mais, tecnicamente é a sua origem. Historicamente as cidades nasceram como extensão da mesma praça, espaço encruzilhado de afluência em função de uma feira, em um progressivo aumento de exigências e construções ao seu redor (a diferencia das comunidades onde a origem/base é a propriedade fundiária e depois vem criado um lugar de encontro). A praça é o centro desta realidade: bem no centro, também por razões de segurança (assim que o ladrão não pudesse escapar); o lugar do desenvolvimento da vida pública; deposito arquitetônico e simbólico de sinais históricos e valores fundamentais da mesma concepção civil (poder, religião, comercio). É espaço aberto: para encontros, escam...

"DEIXA EU TE CONTAR. FIQUEI SABENDO ..."

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Nasci em Milão: uma grande cidade, com alma, valores e regras típicas de uma metrópole europeia. Escolhi viver aqui no Oeste, com a disponibilidade para compreender as especificidades culturais desta região e do seu povo; para aceitar, respeitar e fazer minhas as diferenças que me podem melhorar e superar com paciência aquelas que me podem abater. Entre essas características culturais, há uma, que abrange a grande diferença entre a realidade de uma cidade grande (aberta) e uma pequena de vilarejo (fechada), no entanto, que, para mim, milanês e até mesmo de formação católica, ainda permanece um desafio difícil: uma realidade, um comportamento, uma diferença, que ainda tenho que concertar. Um habito muito estranho. Refiro-me ao uso sistemático, contínuo e estratégico da FOFOCA . Claro que, como antropólogo, bem entendo a sua função evolutiva. Todas as comunidades dividam-se em duas categorias de pessoas: os falcões e as pombas. Os Falcões são aqueles que conquistam riqueza e ...

Bolsa Família sim? Bolsa Família não?

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Nessa parte do Oeste, a visão predominante sobre o Bolsa Família e, mais geralmente sobre os subsídios assistenciais do governo é, sem dúvida, muito negativa. Aqui as pessoas que nutrem e movem esta região espelham-se e reconhecem-se na cultura do trabalho. Agricultores que não economizam o esforço em trabalhar suas terras e comerciantes que não desistem sob os desafios adversos do mercado. Aqui a gente trabalha! E é graças ao trabalho que hoje esteja-se melhor do que os nossos pais e avós, com o desejo e a ambição de que tudo vai sempre ao melhor para os nossos filhos. Por esta razão, é difícil aceitar que parte dos seus rendimentos, frutos suados e merecidos deste trabalho, por meio de impostos, apoiem quem quer evitá-lo. Claro, ninguém recusa-se de ajudar aqueles que realmente precisam. A raiva e o sentimento de injustiça são direcionados para aqueles que se aproveitam disso (mas qual'è o filho que não deixa o seu quarto uma bagunça aproveitando-se ou simplesmente não vendo...