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Protestos, diálogo e regime

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Uma das características peculiares e fundacionais dos regimes é a falta de diálogo. Nos regimes não tem e não tem que ter diálogo. Esta “conditio sine qua non” se obtém e mantem através de medidas, quais a censura, repressão, perseguição, exclusão e assim por diante, sustentadas e fortalecidas de dimensões de valor e emocionais, quais conformismo, medo e moralismo. Os regimes constituem-se de um dúplice eixo: tem um lado social, que se manifesta em superfície nas organizações das dinâmicas de grupo, e um lado mais profundo, individual, que se vivencia em termos de rigidez ou abertura intelectual e/ou emocional. Me pergunto: quanto o Brasil é um regime e quanto uma democracia? Em que ponto do caminho dessa evolução estamos? Aliás, tem um caminho? Por exemplo: Lado social: os protestos dos caminheiros. As principais reivindicações são econômicas. Os sindicatos e associações dizem que o aumento no preço dos combustíveis reduz o frete, o valor pago aos caminhoneiros pelo tra...

De Charlie Chaplin a Charile Hebdo: ninguém mate a liberdade de expressão

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Arrombaram na redação do Jornal Charlie Hebdo gritando "Allah akbar". Reuniram os jornalistas em um quarto e abriram fogo. Depois viraram e após ter matado um policial a sangue frio, fugiram e sumiram no bairro de Paris Ile-de-France; imediatamente e raivosamente começou a caça aos terroristas até captura-los algumas horas depois. São os três momentos fundamentais do ataque implantado ao jornal satírico francês, conhecido por seu estilo irônico e provocativo. Foi um massacre: 12 mortos Pessoalmente estou profundamente chocado. Profundamente. Assim como o ataque as Twin Towers do 11 setembro foi a acometida ao coração da civilidade ocidental no seu motor simbólico que é a economia, esse ao Charlie Hebdo foi um ataque planejado ao valor fundante do seu princípio de liberdade que é a liberdade de expressão, assim como instituído em todas as constituições dos países liberal-democráticos e das sociedade pluralistas. E isso doe ainda mais, se possível. Um pesadelo onto...