Corpo brasileiro: templo sa(g)rado
O corpo, sem duvidas, é um lugar nevrálgico de expressão de si mesmos e de equilíbrios pessoais, íntimos, e sociais, públicos. É a “imagem” de nós que, primariamente, colocamos e declaramos ao mundo do qual, em volta, recebemos um posicionamento hierárquico na mapa da sociedade; assim o corpo se torna uma verdadeira “camada existencial”: um espelho de nós dentro e perante os outros, conforme aos critérios de valor e de beleza que caracterizam culturalmente o mundo e a sociedade na qual estamos imersos e que variam de cultura em cultura e no tempo. Portanto, basicamente, o corpo é um lugar de construção de significados e é sede de processos e mecanismos psicológicos, antropológicos, etnográficos poderosíssimos. É só pensar como, por exemplo, o mesmo conceito de saúde, no ocidente tem enfoque sobre o corpo, basicamente por alopatia. Diferente de uma conceição de saúde mais holística como no oriente: a maioria das pessoas ocidentais se acha doente quando tem algo que n...