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Corpo brasileiro: templo sa(g)rado

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O corpo, sem duvidas, é um lugar nevrálgico de expressão de si mesmos e de equilíbrios pessoais, íntimos, e sociais, públicos.  É a “imagem” de nós que, primariamente, colocamos e declaramos ao mundo do qual, em volta, recebemos um posicionamento hierárquico na mapa da sociedade; assim o corpo se torna uma verdadeira “camada existencial”: um espelho de nós dentro e perante os outros, conforme aos critérios de valor e de beleza que caracterizam culturalmente o mundo e a sociedade na qual estamos imersos e que variam de cultura em cultura e no tempo.  Portanto, basicamente, o corpo é um lugar de construção de significados e é sede de processos e mecanismos psicológicos, antropológicos, etnográficos poderosíssimos. É só pensar como, por exemplo, o mesmo conceito de saúde, no ocidente tem enfoque sobre o corpo, basicamente por alopatia. Diferente de uma conceição de saúde mais holística como no oriente: a maioria das pessoas ocidentais se acha doente quando tem algo que n...

Tornar-se homem hoje: desafios e soluções

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“Não chore”. “Não seja Mulherzinha”. “Seja homem”. “Seja macho”. Quanto é complicado hoje ser homens?  Nesses dias tive a sorte de assistir, de maneira privilegiada, algo que, mais do que um filme, é um verdadeiro movimento, inclusive pelo fato que está sendo produzido por meio de um auto patrocínio, muito em auge o mundo do espetáculo, chamado crowdfunding (ou seja coleta de fundos) e, sendo assim, ainda não está terminado. Estou me referindo a um documentário com titulo em inglês “the mask you live in”, ou seja “a mascara em que você vive dentro”. De fato se trata de uma reflexão sobre como estamos prejudicando de um ponto de vista educativo e evolutivo os nossos filhos homens.  O ponto de partida é um perspectiva para avaliar como as expectativas culturais, e a consequente desigualdade entre os genros, afeta e pesa sobre a evolução dos homens nessa fase da contemporaneidade global.  O que acontece quando os modelos educativos baseados sobre ideias de gen...

Ser homem hoje: the mask you live in

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“Não chore”. “Não seja Mulherzinha”. “Seja homem”. “Seja macho”. Quanto é complicado hoje ser homens?  Nesses dias tive a sorte de assistir, de maneira privilegiada, algo que, mais do que um filme, é um verdadeiro movimento, inclusive pelo fato que está sendo produzido por meio de um auto patrocínio, muito em auge o mundo do espetáculo, chamado crowdfunding (ou seja coleta de fundos) e, sendo assim, ainda não está terminado. Estou me referindo a um documentário com titulo em inglês “the mask you live in”, ou seja “a mascara em que você vive dentro”. De fato se trata de uma reflexão sobre como es tamos prejudicando de um ponto de vista educativo e evolutivo os nossos filhos homens.  O ponto de partida é um perspectiva para avaliar como as expectativas culturais, e a consequente desigualdade entre os genros, afeta e pesa sobre a evolução dos homens nessa fase da contemporaneidade global.  O que acontece quando os modelos educativos baseados sobre ideias de ge...

Insatisfação: por quê?

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Há muito tempo que trabalho como psicólogo. Mais do que 15 anos. Especializei-me em diferentes linhas de trabalho e técnicas metodológicas porque, me parece óbvio, cada situação e problema tem que ter a sua resposta e solução específica. Cada pessoa é única. Cada realidade e sistema tem um desenho original, sem possibilidade de cópias. Porém, a base, o papel sobre o qual a obra de arte (o indivíduo, a pessoa, a família) pega forma, em determinadas fases, é a mesma para todos: se chama cultura. A cultura produz e reproduz linguagens, soluções, recursos, vínculos, limites e desafios através dos quais o indivíduo-sistema levanta o cômpito a existir. O mandato é sempre o mesmo: sobreviver, encontrar-se, reconhecer-se, ganhar o direito de amar e ser amado. Alguns a chamam de felicidade. Outros de graça. Poucos de paz. Entender a cultura do tempo (o famoso Zeitgest, dos filósofos) é fundamental para ajudar as pessoas a existir, superando seus problemas e dificuldades. Ao mudar da cultur...

Os Adolescentes do futuro e o Futuro dos adolescentes

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Em uma recente entrevista me perguntaram o que eu espero para o futuro da cidade. Achei uma pergunta realmente inteligente. Os leitores mereceriam uma resposta do mesmo nível, mas teria que ser muito detalhada e complexa enquanto: de um lado, é de grande importância sendo que tem a ver com o futuro da cidade e dos filhos; de outro devido ao fato de que sou psicólogo e antropólogo e, portanto, se entra no meu campo e gostaria explicar bem (coisa que parece difícil vendo as reações a ultima coluna). Por essas razões, talvez, a resposta, que depende da minha capacidade de explicar e daquela de alguns leitores de entender, não será da mesma espessura. Mas tentamos, partindo de um ponto: SMO é uma das realidades mais fechadas que eu conheci. Dá pra dar-se conta disso de varias e diferentes prospetivas. É fechada: nos grupos e nos relacionamentos; fechada na economia, na abertura as empresas (é só olhar das leis 3445/94 de Basso até a 5526/05 e 5990/07 de Valar) e no comercio (princ...

Nos somos os Foppa

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Eeu souu Antonino. Eu sou Daniel. Eu sou Maaaarcelo. Aposto que em ler esta frase para todos se abriu uma imagem, e automaticamente, também, muitos a acompanharam com uma particular entonação. E como que não? Impossível não reconhecer do que ou de quem estamos falando. Mas cuidado, se vocês acham que seja apenas uma simples propaganda, estão errados. De fato, nos somos os Foppa, é um ótimo manifesto cultural que revela características, valores, linguagens, desafios e soluções de uma realidade particular e especifica (a região de SMO); um valido case-history para o que as habilidades de leitura deveriam ser ensinadas necessariamente nas boas universidades, naquelas envolvidas concretamente em preparar os filhos a lidar com o mundo e não apenas atentas a si mesmas. Em outras palavras, o produto linguístico-cultural “nos somos os Foppa”, é um espelho desta sociedade. Mas como assim? E o que é que reflete e mostra pra nos esse espelho? Por exemplo, que os três protagonis...