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Natal. patrimonio e filhos - A ausência do pai

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E' quase Natal: uma celebração que, nessa fase histórica, encarna e exalta, simbolicamente, dois valores que marcam a “nossa” cultura dominante. 1) O patriarcado, ou seja uma ordem social baseada sobre o valor nevrálgico do património (do latim: patri-munus: o bem do pai) cujos poder e direito pertencem ao homem. Nessa moldura de valor do património, bens do pai, caem também os filhos em um dispositivo de continuidade de propriedade e herança (nome e bens) regulamentados por direito de um dispositivo que se chama família, legitimada por meio de uma ato que se chama matrimonio (do latim: matri-munus: o bem da mãe). Nesse sentido o natal é a celebração da família e do seu valor fundante, ou seja: o património. Tanto é que é uma festa de consumo. 2) outro artefato cultural que marca o Natal é a sua significação religiosa e , especificadamente, crista. O cristianismo, começou destacar-se das outras religiões, no momento em que cresceu o mecanismo da economia do acúmulo e se tornou ind...