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Mostrando postagens com o rótulo campanha politica

A elegancia do politico

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Umberto Eco, umas das minhas referencias intelectuais, costumava dizer que um homem cada vez que coloca uma gravata está fazendo uma escolha ideológica. O que ele queria dizer é que com esse gesto, quem veste a gravata está cientemente ou implicitamente reproduzindo e produzindo uma bem determinada ordem de valores culturais e sociais regradas conforme ao sistema do mercado: isso inclui uma certa lógica de classe fundada sobre o valor moral da hierarquia paramentada conforme ao sucesso económico. Ou seja, um mundo onde a lógica do contrato, do produto e das relações finalizadas a ganhar dinheiro valem mais do que outras lógicas.  A gravata, assim como outros artefactos, são chaves e símbolos para declarar que tu sustenta e fica dentro essa ordem.  Por exemplo, um meu paciente advogado em BC, me raciocinou claramente como quando tu abre um escritório de advocacia, os primeiros investimentos que tem que fazer para ganhar mercado são um super carro e um celular de ultima g...

Grande Média e Crise Politica

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A aguda crise político-econômica do Brasil e a participação dos meios de comunicação nessa crise não têm causas exclusivamente brasileiras. O fenômeno decorre de uma realidade global, que tem vitimado outros países. Já na Europa, em outros momentos, com a autonomização dos grandes meios (de comunicação) em relação aos meios políticos e o desenvolvimento da própria política, o cenário foi similar. O que eu vejo é que o Brasil esteja passando um período semelhante ao período em que se instaurou a chamada “austeridade neo-liberal" em Portugal e Espanha, com intervenções do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu no início da década. Os países estão entre os primeiros a serem fortemente afetados pela crise de dimensões globais que se abateu sobre as economias mais frágeis da Europa – e que revelou ao mundo que o neo-liberalismo estava mais vivo do que nunca. Na Itália, esse processo, foi representado pelo governo de Silvio Berlusconi a partir de 2008. Vejo ...

impeachment: uma briga de cowboys que oferece um futuro a não ser desperdiçado

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Acho que o Brasil tem hoje a oportunidade de matutar graças à actual crise política que atravessa.  Pessoalmente acho que este processo de impeachment é apenas uma “briga de cowboys” que só serve para distrair o país de seus problemas reais. Vejo na luta contra a corrupção, promovida institucionalmente pelo MPF também,  como um grande exemplo para toda a América do Sul, e prevejo que uma terceira força política sairá obrigatoriamente desta crise. Hoje o Brasil é um país sem cabeça e sem governo. Além do que ser doloroso e desrespeitoso das conquistas legais e economias do pais, considero essa briguinha entre Cunha e Dilma como vergonhosa, Assistir a sessão da Comissão do Impeachemnt no Conselho de Ética desta quarta, foi patético.  Mas quero ser otimista. O Brasil pode representar um verdadeiro exemplo para a América Latina. De fato está mostrando a todos como é importante separar e reconhecer a autonomia dos diferentes poderes do Estado. Esse processo é algo a...

Redução maior idade penal - POR QUE?

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4 propostas de emenda constitucional no senado, 27 propostas no Congresso Nacional, outros 4 PECs e 19 projetos na Câmera dos deputados. Todo esse “trabalho” político para uma única pauta: a redução da maior idade penal. E a seguir pesquisas, reportagens nos medias, debates públicos, ativações e movimentos populares, etc. Eu, que não entendo nada, tenho somente uma pergunta:  POR QUE?  POR QUE uma proposta do 1993 (PEC 171/93) está retomando tanto clamor agora?  POR QUE uma questão tão pouco significativa respeito aos verdadeiros, profundos, congênitos problemas do País, a dos adolescentes em Conflito com a Lei, que envolve apenas o 0,5% dos jovens do Brasil (dados CNACL), parece agora uma prioridade absoluta e urgente? POR QUE esse tempo gastado nas “casas” políticas e mediáticas (Congresso, Câmera, Senado, TV, etc.) não vem utilizado para resolver problemas como a reforma política, a desigualdade social, a corrupção, a falta de transparência n...

Fred: o embaixador do Brasil

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(Me) parece que o governo está usando essa copa do mundo como cartão da visita e/ou de credito, para um complexo jogo político que tem como clímax, no cenário interno, as eleições e, naquele externo, a credibilidade internacional e a tanto desejada cadeira permanente no conselho de segurança da ONU.  Muitas pessoas acreditam que o sucesso ou não desses alvos vão depender do resultado da seleção no campo, em uma simplista equação: se a seleção ganha, a Dilma ganha.  Disso eu duvido. Mas se a “imprevisibilidade” do povo brasileiro em questões internas é algo tanto ilógico quanto histórico (é só lembrar a eleição do Fernando Collor), o que conta aos olhos do mundo para atribuir credibilidade (e maturidade) ao Brasil vai bem alem do que acontece na quadra, apesar que o jeitinho do Fred na área possa selar definitivamente a (precária) credibilidade de um pais como já aconteceu para a Argentina (lembro que após a “mão de deus” de Maradona no 1986, a Argentina caiu em um...

O meu amigo politico

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J á quando morava na Itália, e o Brasil para mim não era mais do que um mundo distante entre os muitos do globo, de fato já tinha lido vários de livros de Paulo Coelho. De um que gostei. Os restos por nada. Me pareciam um blefe. Perguntava-me como era possível gostar (e comprar) de alguém falando exclusivamente de si mesmo, simplesmente descrevendo o que estava fazendo no dia a dia ou fez no seu passado, acompanhando-o com o fluxo de seus pensamentos. Claro, o sabia fazer bem. Escrita fluida, rápida, cativante. Mas de fato um simples exercício retórico de matriz mística. Um registro estilístico arranjado para deixar a sensação do prazer da beleza mas sem a oblação da substância. Em palavras simples, escrevia muito bem, mas sem dizer nada. Uma escrita mais arranjada para cativar do ponto de vista emocional, criar laços pessoais com o leitor e assim vender (se). Ausentes injustificados a profundidade de conteúdo e originalidade das ideias, ou seja, a arte da literatura. Ao final das ...