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Mostrando postagens com o rótulo Violência domestica

Sexo, droga e internet ... violência e comportamentos desviantes

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Não serve fechar os olhos. A nossa sociedade, seja que seja chamada moderna ou post moderna e seja que seja global, geral ou local, é tão caracterizada por fenômenos desviantes que quase nem alarmam mais. Estes comportamentos estão se tornando tão comuns e penetrantes que no caso prevalecesse o traço de cultura brasileira do “fazer o que?” podem tombar rapidamente da resignação a indiferença a alienação, liberando instituições e famílias da responsabilidade educativa e de intervenção. Tanto ...” fazer o que?” ...é normal! Os comportamentos desviantes são mais próximos a gente do que gostaremos nos dar conta. Mas não podemos fechar os olhos não. Me estou referindo a todos aqueles comportamentos que envolvem jovens, menos jovens e quem insiste a acreditar-se jovem não o sendo mais, ou seja: os pequenos crimes, a relação entre transgressão e desvio, a delinquência juvenil, o bullying, as novas formas de relação com as drogas (álcool incluído) e a perda do estigma referente ao seu u...

Ciume e ciumes: quando a solução se torna o problema

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De acordo com um estudo canadense, o ciúme, ou seja, a sensação de exclusividade do outro que implica antipatia, desconfiança ou hostilidade contra terceiros, vistos como concorrentes potenciais ou reais, está em segundo lugar no ranking das maiores dificuldades entre as situações conjugais. Mas se uma quota moderada de ciúme também pode ser considerada uma forma de amor, além de certo limiar torna-se destruidora para quem a age e quem a sofre: "Com quem está no facebook?", “Estava on-line no whatsapp!” “Fala a verdade que não estava no futebol/com as amigas?", etc. O ciumento(a) faz da sua própria vida e a do parceiro um inferno real. Entre paixão e suspeito, paranoia e posse, inveja e culpa, o ciumento destrói o casal e si mesmo. Tanto é que o ciúme tem dois aspetos que coincidem com as síndromas patológicos, ou seja, ao mesmo tempo, é uma forma de defensa (competição) e de ataque (controlo).  Para encurtar o ciúme, então, e não o deixar “matar-nos” é importante c...

Eu (não) mereço ser estuprada

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Um nenê apanhado dos pais não tem estruturas psicológicas para entender que isso está errado. Alias vai criar-se construindo uma imagem de si enquanto merecedor de desvalor.    Uma pesquisa da Ipea  sobre a tolerância à violência contra as mulheres e um artigo da revista francesa Le Monde, nessa semana, me chamaram atenção de como o mesmo principio se aplica aqui a uma das realidade do que me ocupo há mais tempo: a mulher. A pergunta surge  espontânea : como é que a mulher está se criando hoje no Brasil? Como já escrevi em outras colunas a mulher se depara ainda em uma contradição: por um lado, uma herança histórica que a limitou a ser mãe, esposa, etc.; por outro, a possibilidade de escolher seu futuro e se fazer sujeito de sua história, em pé de igualdade com o sexo masculino. Porém, é no interior dos lares que vem à tona o lado mais obscuro e cruel desta contradição, muitas vezes com a conivência da própria vítima: a violência (doméstica) contr...