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Os Adolescentes do futuro e o Futuro dos adolescentes

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Em uma recente entrevista me perguntaram o que eu espero para o futuro da cidade. Achei uma pergunta realmente inteligente. Os leitores mereceriam uma resposta do mesmo nível, mas teria que ser muito detalhada e complexa enquanto: de um lado, é de grande importância sendo que tem a ver com o futuro da cidade e dos filhos; de outro devido ao fato de que sou psicólogo e antropólogo e, portanto, se entra no meu campo e gostaria explicar bem (coisa que parece difícil vendo as reações a ultima coluna). Por essas razões, talvez, a resposta, que depende da minha capacidade de explicar e daquela de alguns leitores de entender, não será da mesma espessura. Mas tentamos, partindo de um ponto: SMO é uma das realidades mais fechadas que eu conheci. Dá pra dar-se conta disso de varias e diferentes prospetivas. É fechada: nos grupos e nos relacionamentos; fechada na economia, na abertura as empresas (é só olhar das leis 3445/94 de Basso até a 5526/05 e 5990/07 de Valar) e no comercio (princ...

Nos somos os Foppa

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Eeu souu Antonino. Eu sou Daniel. Eu sou Maaaarcelo. Aposto que em ler esta frase para todos se abriu uma imagem, e automaticamente, também, muitos a acompanharam com uma particular entonação. E como que não? Impossível não reconhecer do que ou de quem estamos falando. Mas cuidado, se vocês acham que seja apenas uma simples propaganda, estão errados. De fato, nos somos os Foppa, é um ótimo manifesto cultural que revela características, valores, linguagens, desafios e soluções de uma realidade particular e especifica (a região de SMO); um valido case-history para o que as habilidades de leitura deveriam ser ensinadas necessariamente nas boas universidades, naquelas envolvidas concretamente em preparar os filhos a lidar com o mundo e não apenas atentas a si mesmas. Em outras palavras, o produto linguístico-cultural “nos somos os Foppa”, é um espelho desta sociedade. Mas como assim? E o que é que reflete e mostra pra nos esse espelho? Por exemplo, que os três protagonis...

O meu amigo politico

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J á quando morava na Itália, e o Brasil para mim não era mais do que um mundo distante entre os muitos do globo, de fato já tinha lido vários de livros de Paulo Coelho. De um que gostei. Os restos por nada. Me pareciam um blefe. Perguntava-me como era possível gostar (e comprar) de alguém falando exclusivamente de si mesmo, simplesmente descrevendo o que estava fazendo no dia a dia ou fez no seu passado, acompanhando-o com o fluxo de seus pensamentos. Claro, o sabia fazer bem. Escrita fluida, rápida, cativante. Mas de fato um simples exercício retórico de matriz mística. Um registro estilístico arranjado para deixar a sensação do prazer da beleza mas sem a oblação da substância. Em palavras simples, escrevia muito bem, mas sem dizer nada. Uma escrita mais arranjada para cativar do ponto de vista emocional, criar laços pessoais com o leitor e assim vender (se). Ausentes injustificados a profundidade de conteúdo e originalidade das ideias, ou seja, a arte da literatura. Ao final das ...