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Mostrando postagens com o rótulo São Miguel do Oeste

Criminalidade, policia e (percepção de) segurança: uma espiral brasileira

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Sem duvidas, um dos temas pilares que chama atenção e caracteriza a maneira de pensar e viver da maioria dessa região (e provavelmente de todo o Brasil) é a percepção e a preocupação com a criminalidade. Pois então quero hoje fazer três colocações para chegar a uma pergunta.  Deixando pra lá a impressão, pessoal e superficial, que quando a maioria das pessoas fala de criminalidade, parece referir-se tendencialmente á um corolário de crimes que inclui roubos, assaltos, homicídios e trafico, mas que absolve, ou pelo menos prescreve, evasão, corrupção (com a exceção de algumas anátemas contra os políticos que, porem, chegam a ter um sentido mais folclórico do que judicial), dividas não pagadas, abuso de poder, nepotismo, bulling, stalking, violência domestica, sexual e psicológica, apropriação e/ou violação de bens públicos e ambientais, etc. etc. etc.  1.) A violência é, sem duvida, o principal item que puxa para baixo o desempenho do Brasil em qualidade de vida, de a...

Antropologia do carro e estacionamento rotativo em SMO

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Como já levantei em outras colunas para entender um povo, se pode começar observando três comportamentos. A maneira como: constrói e vive a casa, joga a futebol e usa o carro. Já abordei arquitetura e futebol. Sobre “o carro” como espelho da cultura especifica dessa região, bem nesse momento histórico, apontamos três aspetos: o valor que as pessoas atribuem ao carro; a educação e competência em dirigir, no transito, e o impacto civil no planejamento urbanístico e normativo, ou seja, a questão do estacionamento rotativo. Que o significado e o valor do carro mudou de simples meio de transporte a status-symbol, com todos os seus sentidos sociais e psicológicos, é algo bastante normal em todas as sociedades capitalistas que, continuamente e constantemente, precisam redefinir os seus marcadores classistas de sedução e poder. Não tem muito sentido, portanto, moralizar essa atitude consumista ao carro. Inclusive a maneira exagerada de valoriza-lo depende da rapidez exagerada das mudanç...

A Arte de mudar - Ciao Folha do Oeste

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Mudança: quantas vezes estamos perante esta palavra em nossas vidas pessoais e profissionais? Quantas vezes adiamos ao infinito as escolhas porque nunca sentimo-nos completamente prontos? Quantas vezes a vida nos surpreende mudando apesar da nossa vontade e programas? Quantos de nós vivem tentando resistir à mudança? Entregar-se a ilusão de derrotar o tempo que passa. Parar o curso dos eventos, controlando os outros ou retirando-se em si mesmos? E por que? Para proteger o próprio ego ou se sentir seguros, reduzindo a dor?  Mas a verdade é que a mudança é inevitável. A vida de todos é feita antes de tudo de mudanças. De perto, a vida diária é um conjunto de processos, que consiste em pensamentos, imaginação, palavras e ações. Esses processos são desenvolvidos em uma constante mudança. Cada processo traz consigo mudanças que pela maioria das vezes permanecem sob o nosso limite de percepção. Normalmente nos reconhecemo-nos mudados apenas quando um processo chega a maturação e...

Historia e historias dos haitianos de smo: casa rosa vs casa branca (confronto)

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A historia de migração do Brasil é bem atípica. De um lado sempre foi um pais onde os mesmos brasileiros saiam para outros países em busca de um "sucesso" maior, ou seja, tendencialmente, brasileiros já bem estantes em busca de realização mais do que brasileiros "desesperados" em busca de uma vida digna. Isso, talvez, por que os extremamente desprovidos, os indigentes e os malandros, de qualquer maneira, podem ter no Brasil uma “vida boa” que, sem trabalhar, em nenhum outro pais do mundo achariam. O gigante, de fato, é o pais das “belezas vigorosas”, dos “presentes abundantes”  e  das “oportunidades expertas”. Sempre se acha um jeito para virar a pior espectro em um convidado á festa. De outro lado sempre foi um pais onde necessitastes, carentes, fugitivos e criminosos entraram em busca de esperança, abrigo e esconderijo. De fato, em uma terra infinita, sem estado e infra-estruturas, se pode fazer qualquer coisa sem cair na obrigação de responder da...

O Haiti (não) está aqui

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O Brasil ainda tem no seu DNA histórico cultural marcas de colonização, escravidão, ditadura. Então, sem hipocrisias, como ler o fenômeno complexo dos “haitianos” que desde o 2010 estão chegando no pais e de janeiro em SMO? Quem são os haitianos que moram aqui? Qual é a historia deles? Como chegaram? Como vivem? O que querem? Como foram recebidos? Que relação tem com os outros? Com as mulheres? Com as instituições e o trabalho? Qual é a situação jurídica, sanitária e financeira deles? Que ajudas e que dificuldades estão encontrando? Estão tirando trabalho aos brasileiros ou suprindo a uma escassez de mão de obra? Pegam as coisas “da gente” ou permitem ao mercado imobiliário de não travar a produção e ao financeiro de afastar a inflação? Sendo que acredito fortemente no valor do conhecimento e da comunicação e pouco gosto de preconceitos e fofocas, para responder ás todas essas perguntas, fui nas casas onde moram para conversar diretamente com eles e tirar essas duvidas.  A...

Peperi-Iguçú: apenas uma ponte?

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Após ter lido as 45 paginas do projeto do corredor ferroviário de integração bi-oceânico de Darci Zanotelli que vislumbra o anseio de uma interconexão ferroviária Brasil/Argentina/Chile como eixo de um corredor multimodal de integração do Mercosul, dá para entender como atrás de toda a grande mobilização de instituições, políticos, empresários, etc., desses dias, para a finalização do ponte internacional Peperi-Iguaçú, existe uma ambição filha de uma visão empresarial, politica, social e cultural mastodôntica.  O projeto, em si mesmo, propõe um sistema de transporte multimodal integrado, cujo resultado final será um eixo ferrovial de caminho métrico em toda a sua extensão. Este eixo quer promover uma interconexão entre os Oceanos Atlântico e Pacífico num sentido Leste-Oeste, aproximando em uma mesma latitude, desde os portos do Litoral Sul Atlântico do Brasil, com ramal existente até São Paulo, até o Porto de Mejillones do Sul, no território Norte do Chile, atravessando prov...

Espelho espelho meu ... quem é mais brasileiro do que eu?

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E espelho foi. Na semana passada a palestra, aberta ao publico, da Cdl de SMO “Espelho espelho meu, quem é mais mulher do que eu?”, ministrada pelo escrevente, reuniu mais do que 400 mulheres. Do ponto de vista dos conteúdos, a palestra explicou a razão profunda (social, politica, antropológica e psicológica) de alguns comportamentos gerais e locais que caracterizam as mulheres e a sociedade de hoje. Explicou comportamentos típicos daqui: como a tendência, nas várias casas, em dividir-se em homens de um lado (falando principalmente de futebol e negócios) e mulheres de outro (falando principalmente de casa e filhos mesmo quanto tem trabalhos, cargos e/ou salários superiores aos maridos). Explicou a causa de muitas contradições: do ciúme, mesmo sem amor, que chega a níveis patológicos; do porque os homens preferem se endividar para um carro mais do que investir nas luminárias de casa; explicou por que se protegem uns com os outros quando traem, mas se tornam ferozes quando a mulher ...

A HORA DO PLANETA ... EM SMO

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Pensar em algo maior do que si mesmos é pensar, contudo, em si mesmos. Fazer algo que não parece ter benefícios concretos para si no imediato, mas para todos no futuro, é mesmo fazer algo por si: ainda mais. É crescer. É melhorar-se. É mostrar o caminho para um mundo melhor para as futuras gerações, através de instituições. O individualismo pode ser positivo ou negativo; alto ou baixo. Uma das limitações do baixo é pensar que o mundo se reduz a si mesmos ou ao próprio pomar. Uma das qualidades do alto, no entanto, é a busca/tentativa constante de melhorias para si mesmos, no presente, sabendo, ao mesmo tempo levam melhorias para todos, no futuro. Para isso, mais do que dar uma opinião, hoje quero convidar para fazer algo especial ao mesmo tempo simbólico e concreto: Convido seriamente todos e cada um, em participar do evento " Hora do Planeta ", que cai bem hoje, 29 de março , e que, patrocinado pelo WWF, e que chega bem hoje à sua 8ª edição.  O que fazer...

Nos somos os Foppa

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Eeu souu Antonino. Eu sou Daniel. Eu sou Maaaarcelo. Aposto que em ler esta frase para todos se abriu uma imagem, e automaticamente, também, muitos a acompanharam com uma particular entonação. E como que não? Impossível não reconhecer do que ou de quem estamos falando. Mas cuidado, se vocês acham que seja apenas uma simples propaganda, estão errados. De fato, nos somos os Foppa, é um ótimo manifesto cultural que revela características, valores, linguagens, desafios e soluções de uma realidade particular e especifica (a região de SMO); um valido case-history para o que as habilidades de leitura deveriam ser ensinadas necessariamente nas boas universidades, naquelas envolvidas concretamente em preparar os filhos a lidar com o mundo e não apenas atentas a si mesmas. Em outras palavras, o produto linguístico-cultural “nos somos os Foppa”, é um espelho desta sociedade. Mas como assim? E o que é que reflete e mostra pra nos esse espelho? Por exemplo, que os três protagonis...

A Praça é nossa

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Do ponto de vista antropológico a maneira como o ser humano ocupa o espaço é um dos aspectos mais fascinantes da sua história de vida social. Os lugares falam sobre quem os habitam e os alteram em uma contínua estratificação de mudanças, sinais, valores e significados. Em particular a praça fala da cidade. Ainda mais, tecnicamente é a sua origem. Historicamente as cidades nasceram como extensão da mesma praça, espaço encruzilhado de afluência em função de uma feira, em um progressivo aumento de exigências e construções ao seu redor (a diferencia das comunidades onde a origem/base é a propriedade fundiária e depois vem criado um lugar de encontro). A praça é o centro desta realidade: bem no centro, também por razões de segurança (assim que o ladrão não pudesse escapar); o lugar do desenvolvimento da vida pública; deposito arquitetônico e simbólico de sinais históricos e valores fundamentais da mesma concepção civil (poder, religião, comercio). É espaço aberto: para encontros, escam...