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Da copa as eleições: o jogo da Comunicação.

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Após Brasil-Alemanha botei no meu Facebook uma reflexão pertinente. Seguiram vários comentários. Em particular veio uma longa troca com o Sr. Fernando que criticava, rebatendo as minhas replicas ponto por ponto. Paralelamente recebi alguns mail em privado: “mas quem é esse cara? Como se permite? Teria que calar a boca”. E aí respondi: “pera aí, calma, eu gosto que o Sr. Fernando expresse a sua opinião publicamente. Gosto de quem me critica, argumentando, porque assim me ajuda a refletir. Talvez em alguns pontos ele esteja mais certo do que eu e mudará minha opinião. Talvez o contrarie. Talvez pudermos enxergar, ambos, que o certo está em um novo meio. Em todos os casos podermos ser melhores”. Bem por isso, o Sr. Fernando se torna um amigo; ele dialoga, expondo-se, integrando conhecimento e visões e não, como sugerem os mail, um inimigo pelo fato que pensa diferente. Se prevalecesse a logica rígida do: “é meu amigo quem pensa como eu penso” ou “se o meu amigo pensa assim, tam...

Fred: o embaixador do Brasil

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(Me) parece que o governo está usando essa copa do mundo como cartão da visita e/ou de credito, para um complexo jogo político que tem como clímax, no cenário interno, as eleições e, naquele externo, a credibilidade internacional e a tanto desejada cadeira permanente no conselho de segurança da ONU.  Muitas pessoas acreditam que o sucesso ou não desses alvos vão depender do resultado da seleção no campo, em uma simplista equação: se a seleção ganha, a Dilma ganha.  Disso eu duvido. Mas se a “imprevisibilidade” do povo brasileiro em questões internas é algo tanto ilógico quanto histórico (é só lembrar a eleição do Fernando Collor), o que conta aos olhos do mundo para atribuir credibilidade (e maturidade) ao Brasil vai bem alem do que acontece na quadra, apesar que o jeitinho do Fred na área possa selar definitivamente a (precária) credibilidade de um pais como já aconteceu para a Argentina (lembro que após a “mão de deus” de Maradona no 1986, a Argentina caiu em um...

A copa das copas

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A Copa do Mundo 2014 vista de um ponto de vista interno não aparece certamente sem sombras.  Até agora foram investidos 40,5 bilhões de reais para a construção de aeroportos, estádios e reforçar o transporte. Assim, esta Copa do Mundo já é a mais cara da história. O governo de Dilma Rousseff tem grandes esperanças nessa Copa porque recebeu promessa de um crescimento econômico garantido e a criação de novos postos de trabalho, cerca de 700 mil, e um aumento do PIB de 0,26 %, ou R$ 9 bilhões. Pena que o investimento inicial foi sustentado apenas pelo mesmo governo. Os privados aprenderam bem a lição a partir da experiência da Copa na África do Sul em 2010 e desta vez investiram muito pouco. Aí as obras dos estádios e de outras construções foram financiadas por patrocinadores privados, que perderam dinheiro dos investimentos porque depois de o evento as construções não conseguiram ser utilizadas. Grandes demais para ser rentáveis. Assim, o 99 % dos custos da organiz...