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DESCULPA

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Bom seria dedicar um tempo, um dia por semana, ou um momento em cada dia, para pedir desculpa. Gratuitamente. Sem que as ocorrências precisem que sejam pedidas para concertar uma coisa. O considero um ato de força; não de fraqueza.  Pedir desculpa simplesmente como gesto de conexão, de sensibilidade, de respeito, de responsabilidade e, também, de purificação: purificação de si mesmo e do seu próprio ambiente.  Pedir desculpa, mesmo não tendo certeza de recebe-las.  PEDIR DESCULPA: desculpa pelas vezes que para nós estar bem, colocamos alguém outro em estar mal; machucamos e com hipocrisia, chegamos a mentir para nós mesmos contando-nos que não estávamos vendo isto. Que a gente não se dá conta. A pior forma de egoísmo é a que não se enxerga, pelo menos.  Desculpa pelas vezes que se encontra alguém e não se diz bom dia, ou se pergunta "oi tudo bom?” e se passa rápido pra frente sem nem sequer esperar a resposta.  Desculpa para todas as vez...

Velhos mitos e desculpas

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Um meu velho professor inglês costumava me contar das experiências de guerra dele e do patriotismo de toda uma nação. "Éramos nós, sozinhos", ele me contava com fervor. "Somente nossa ilha contra o poder de Hitler." Sem nenhuma dúvida, trata-se de um momento glorioso. Mas há ressalvas. Primeiro, a frase "era a gente sozinha” esquece que, na época, essa "ilha" (o Reino Unido) ainda era dona de um império. E os milhões de súditos indianos? Também não é um momento que se pode tomar como representativo da política externa do país, pelo menos nos tempos de império. Foram séculos de conquistas e roubos. O verão de 1940, então, fornece uma base frágil para se construir um senso de patriotismo. Mas é típico das histórias que as nações contam sobre si próprias. E, às vezes, o mito acaba valendo mais do que a verdade. No Brasil, por exemplo, tem um mito que é contado todos os dias, e aceito como se fosse a verdade mais pura e incontestável. Imposs...