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Racismo no (sul do) Brasil

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Sem meio termos essa é uma região ainda muito racista. Até poucas décadas atrás, negro não entrava nos clubes sociais de Livramento. Era assim certamente em todas as cidades do Estado. As mães brancas não queriam que suas filhas casassem com negros. Tempos atrás? Como sou branco (quase), ouço comentários racistas entre brancos. Na Fronteira, o racismo corria e corre solto. Torcedor de futebol costuma ser racista e homofóbico. Os irmãos irlandeses que fundaram o Internacional o fizeram para ter sidos rejeitados enquanto estrangeiros do Gremio. E até a metade do século XX negros não podiam jogar nos times. Não é exclusividade da torcida do Grêmio, mas esta fez do racismo seu refrão. Claro, não todos, mas em boa parte, os gaúchos continuam racistas, dentro uma região que hospedou historicamente políticas, explicitas e implícitas, de implantação do branqueamento da espécie. Claro, o Brasil todo é um Pais racista. Mas essa região, com as suas particularidades e unicidades morfológ...

MAS QUE DROGA ...?!

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Não é por acaso que o Arcebispo do RJ abriu a JMJ endereçando-se para usuários de drogas, convidando-os a seguir a palavra de Deus, cuja casa também é deles; nem que a Dilma iniciou o seu mandado declarando de querer “combater as drogas com toda força, como se fosse uma guerra ". A “Questão Droga” é, de fato, o espelho de um país enquanto aglomera e envolve todas as forças civis de uma sociedade (Economia, Política, Justiça, Saúde, Educação, etc.). De como lida com isso mostra a sua força e sua alma. E o Brasil? Como está enfrentando esta guerra? Como aborda as suas três linhas de 1) A oferta. Ou seja, o tráfico. Frente Justiça; 2) A demanda. O uso. Frente Prevenção; 3) O tratamento. Frente Saúde: A partir dos dados, mais do que dramática, a situação é trágica. O BR é o primeiro país no mundo seja como consumidor que como exportador. E, prestam atenção, sem produzi-la. Isso significa, de fato, que o pais está nas mãos dos traficantes, que têm o poder de sacrificar a ...

"DEIXA EU TE CONTAR. FIQUEI SABENDO ..."

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Nasci em Milão: uma grande cidade, com alma, valores e regras típicas de uma metrópole europeia. Escolhi viver aqui no Oeste, com a disponibilidade para compreender as especificidades culturais desta região e do seu povo; para aceitar, respeitar e fazer minhas as diferenças que me podem melhorar e superar com paciência aquelas que me podem abater. Entre essas características culturais, há uma, que abrange a grande diferença entre a realidade de uma cidade grande (aberta) e uma pequena de vilarejo (fechada), no entanto, que, para mim, milanês e até mesmo de formação católica, ainda permanece um desafio difícil: uma realidade, um comportamento, uma diferença, que ainda tenho que concertar. Um habito muito estranho. Refiro-me ao uso sistemático, contínuo e estratégico da FOFOCA . Claro que, como antropólogo, bem entendo a sua função evolutiva. Todas as comunidades dividam-se em duas categorias de pessoas: os falcões e as pombas. Os Falcões são aqueles que conquistam riqueza e ...