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O Haiti (não) está aqui

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O Brasil ainda tem no seu DNA histórico cultural marcas de colonização, escravidão, ditadura. Então, sem hipocrisias, como ler o fenômeno complexo dos “haitianos” que desde o 2010 estão chegando no pais e de janeiro em SMO? Quem são os haitianos que moram aqui? Qual é a historia deles? Como chegaram? Como vivem? O que querem? Como foram recebidos? Que relação tem com os outros? Com as mulheres? Com as instituições e o trabalho? Qual é a situação jurídica, sanitária e financeira deles? Que ajudas e que dificuldades estão encontrando? Estão tirando trabalho aos brasileiros ou suprindo a uma escassez de mão de obra? Pegam as coisas “da gente” ou permitem ao mercado imobiliário de não travar a produção e ao financeiro de afastar a inflação? Sendo que acredito fortemente no valor do conhecimento e da comunicação e pouco gosto de preconceitos e fofocas, para responder ás todas essas perguntas, fui nas casas onde moram para conversar diretamente com eles e tirar essas duvidas.  A...

Mobilidade urbana: o carro na cidade e na cabeça

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Como já escrevi um dos principais fatores a serem considerados, a fim de entender uma cultura são a maneira de alocar o que espaço (arquitetura, urbanismo, infraestruturas, etc.) e a relação que as pessoas têm com o carro. O que muitas vezes foge é que esses aspectos, cultura, auto e cidade, estão fortemente interligados e interdependentes.  O carro, em particular, determina e domina seja a estrutura da cidade (economia e urbanismo) que a do indivíduo (comportamentos e psicologia). Vamos ver como. As primeiras estradas para fins de mobilidade urbana foram construídas em 1836 na França para uso militar. Mas com a descoberta de petróleo, a consolidação da cadeia de montagem e, especialmente, a Segunda Guerra Mundial, foi decidido concentrar-se na produção do carro.  Por quê?  Simples! Os fabricantes de automóveis e óleo eram os mesmos que produzidas armas e que controlavam, portanto, políticas e governos e que, dando-se conta de que outras guerras clássicas já n...