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As Origens do mal (do Brasil)

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Do que a gente reclama de si mesma? Quais as atitudes no alvo das idiossincrasias dos brasileiros a respeito dos “outros” (si)-mesmos brasileiros? Corrupção, jeitinho, dês-comprometimento com o trabalho e com as consequências das próprias ações e, correlacionadamente, paternalismo, individualismo egoísta, preguiça, tendência à enganação, materialismo, etc.  É isso? Essas, mais ou menos, são as características com as quais, ao lado das obvias, positivas, marcamos negativamente o estereótipo cultural do brasileiro, aos seus mesmos olhos e do mundo.  Mas por que essas características? De onde vêm?  No meu programa de rádio “Parla con Deny”, no ar e no site da 103 FM, costumamos abordar esses temas sociais e questões que tem a ver com as realidades diárias dos comportamentos e das crônicas locais e nacionais. Basicamente vem dialogada uma reflexão sobre si mesmos e as próprias estruturas e subestruturas culturais.  Bom, um “refrão” que surge constantemente...

O canibalismo do jeitinho: dinheiro, dinheiro, dinheiro

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Adicionar legenda Desde que moro no Brasil, a lista de ocorrências para me passar a perna e lucrar dinheiro, mais do que extensa, é virtualmente interminável: acordos e contratos não respeitados, palavras não cumpridas, valores aumentados de repente, cobranças absurdas, multas injustas, etc. Tudo por dinheiro. Dinheiro, dinheiro, dinheiro: danado, sujo, imediato. Calculei que com o dinheiro “jogado fora” (perdido? subtraído?) por não ser “experto” com “essas atitudes” poderia ter feito uma segunda faculdade de Medicina ao invés de um forçoso mestrado em "jeitinho". Em relação a isso, vivi três etapas. Na primeira, que poderíamos chamar de "paranoide", atribuía estes comportamentos diretamente ao fato de ser estranho e estrangeiro, conforme ao cliché de leigo e rico: ou seja, um cara, que não sabe, que passa, que vai embora e traz euros. Lembro uma vez em que comprei uma planta para um casal de pacientes como presente para o sucesso de um percurso terapêut...

O direito de ter direito

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Desde que moro no Brasil, a lista de ocorrências para me passar a perna e lucrar dinheiro, mais do que extensa é virtualmente interminável: acordos e contratos não respeitados, palavras não cumpridas, valores aumentados de repente, cobranças absurdas, multas injustas, etc. Tudo por dinheiro. Dinheiro, dinheiro, dinheiro: danado, sujo, imediato. Calculei que em pouco mais de um ano o dinheiro “jogado fora” (perdido? subtraído?) por não ser “experto” com “essas atitudes” para que não estava preparado é mais ou menos de 70 mil reais . De fato, paguei um Mestrado em "jeitinho e malandragem". Em relação a isso, vivi três etapas. Na primeira, que poderíamos chamar de "paranoide", atribuía estes comportamentos diretamente ao fato de ser estranho e estrangeiro, conforme ao cliché de leigo e rico: ou seja, que não sabe, que passa, que vai embora e traz euros. Lembro uma vez em que comprei uma planta para um casal de pacientes. 24 reais o valor exposto na placa, rigo...