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Grande Média e Crise Politica

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A aguda crise político-econômica do Brasil e a participação dos meios de comunicação nessa crise não têm causas exclusivamente brasileiras. O fenômeno decorre de uma realidade global, que tem vitimado outros países. Já na Europa, em outros momentos, com a autonomização dos grandes meios (de comunicação) em relação aos meios políticos e o desenvolvimento da própria política, o cenário foi similar. O que eu vejo é que o Brasil esteja passando um período semelhante ao período em que se instaurou a chamada “austeridade neo-liberal" em Portugal e Espanha, com intervenções do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu no início da década. Os países estão entre os primeiros a serem fortemente afetados pela crise de dimensões globais que se abateu sobre as economias mais frágeis da Europa – e que revelou ao mundo que o neo-liberalismo estava mais vivo do que nunca. Na Itália, esse processo, foi representado pelo governo de Silvio Berlusconi a partir de 2008. Vejo ...

As Origens do mal (do Brasil)

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Do que a gente reclama de si mesma? Quais as atitudes no alvo das idiossincrasias dos brasileiros a respeito dos “outros” (si)-mesmos brasileiros? Corrupção, jeitinho, dês-comprometimento com o trabalho e com as consequências das próprias ações e, correlacionadamente, paternalismo, individualismo egoísta, preguiça, tendência à enganação, materialismo, etc.  É isso? Essas, mais ou menos, são as características com as quais, ao lado das obvias, positivas, marcamos negativamente o estereótipo cultural do brasileiro, aos seus mesmos olhos e do mundo.  Mas por que essas características? De onde vêm?  No meu programa de rádio “Parla con Deny”, no ar e no site da 103 FM, costumamos abordar esses temas sociais e questões que tem a ver com as realidades diárias dos comportamentos e das crônicas locais e nacionais. Basicamente vem dialogada uma reflexão sobre si mesmos e as próprias estruturas e subestruturas culturais.  Bom, um “refrão” que surge constantemente...

A minha Res-Publica

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Esta é uma reflexão. Não uma crítica. O pretexto decorre do fato de que o serviço público onde, além do consultório, trabalho fechou nessa semana ao meio-dia para que nos funcionários pudéssemos comemorar o aniversário de um colega. Vocês diriam: e daí? O ponto é que, geralmente, o serviço, que repito é público, não fecha neste horário sendo que oferece aos seus utentes o almoço, grande auxilio para eles. Bom, sendo que o valor da troca de ideias me importa muito mais do que ser julgado "chato", declarei a minha perplexidade: "Para mim não está certo! Estamos afetando uma coisa pública, para um propósito particular". As reações me deixaram por um lado surpreso, por outro me induziram a pensar. "Mas imagina, como poderemos se não nos encontrar-nos? À noite, temos outras coisas para fazer. É o único momento em que todos ficamos disponíveis!”; ”É normal, todo mundo faz isso. O prefeito mesmo participa e nunca disse nada"; "Mesmo o cancelamos qua...