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COMO TU PODES TER FALTA DE ALGO QUE NUNCA TEVE? -História de um diálogo em transição.

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O Brasil está vivendo uma fase de transição cultural. Significa que os velhos modelos não funcionam mais; para uma boa parte da população esses padrões não são mais atuais e nem sequer reconhecidos como certos. Porem tem inércias e resistências que ainda fazem que estejam perpetrados. Inclusive porque ainda não se consolidaram, e as vezes nem criaram, modelos substitutivos novos. Essa fase da mudança, onde o velho não funciona mais e o novo demora para tomar conta, é geralmente muito perturbadora e sofrida, seja de um ponto de vista social que psicológico: intimo. A maior razão em culturas coletivas onde as pessoas não estão acostumadas a ficar sozinhas, no vazio ou conceber-se como protagonistas ativas de si mesmas e dos próprios contextos, demandando o próprio destino (presente e futuro) aos pais, ao estado ou a Deus.  Essa não é teoria. Essa fase fase de transição brota na pele das pessoas, e as vezes a rasga, todos os dias e em vários campos.  Vou fazer um exemplo...

SER FERRADO

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O Brasil é, e sempre será, uma bolha de um ponto de vista do desenvolvimento económico democrático. A razão é simples: a gerência da riqueza do Pais pertence a uma oligarquia de poderes que a administram como sendo própria, alavancando uma atitude e uma característica do brasileiro que, estrategicamente e politicamente, cuidam que seja continuamente preservadas.  Esse marco cultural geral é: o talento em ser ferrado. O costume/resignação do “Fazer o que?” Veja só.  Para ganhar mais, aproveitando das barreiras comerciais fechadas por meio de impostos e burocracias absurdas, ou seja do apoio politico em ficar fora do livre mercado, os produtores industriais podem permitir-se de colocar no mercado produtos de qualidade baixa, cobrando muito. Sólidos de lógicas monopolistas, podem economizar ao máximo a respeito de matérias primas, ingredientes básicos, etc.; podem explorar a mão de obra que aqui no Brasil é mais barata do que na China. Podem vender qualquer coisa; ...

Eu sou um fracassado

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Gosto fazer uma pergunta às pessoas: “Qual é seu sonho?” Semana passada, todos os adolescentes para os quais perguntei me deram a mesma resposta: “Quero ser milionário; quero ser muito rico”. Quero dizer: adolescentes!!! E aí, a geral atenção que reservo ao mundo, virou preocupação. Grande.  Nesse Brasil atual, o Brasil do “eu quero sempre mais”; um Brasil vigoréxico onde “todos sabem tudo” e tem sempre “algo para ensinar”; nesse Brasil onde se estuda na ilusão que um diploma seja uma precondição de riqueza; nesse Brasil onde corpo e dinheiro têm conotações morais, enobrecendo até mesmo se de plástica ou roubado, e o carro é o templo do ego social; onde o relacionamento é um dispositivo contra a solidão ou contingência hormonal e os filhos propriedade; nesse Brasil que funciona por comparações, desembrulhando-se entre honra e vergonha; nesse Brasil oligárquico, não de todos, mas de muitos, a pergunta vem espontânea:  “O que é o sucesso? O que o fracasso?”. E, acima ...

O que é o Amor? - O equilibrio do Amor: amar, ser amados e ficar juntos

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O que é o Amor?  Muitos, mais capacitados, mais sensíveis, mais corajosos do que eu, já se dedicaram para responder essa pergunta: poetas, filósofos, artistas, amásios ou simples loucos, como todos somos perante ao amor, já tentaram. Porem, ninguém, nem sequer esses ilustres, podem medir ou prender em palavras a essência de um coração que ama. Sempre, ou quase, encontramos na nossa vida, uma pessoa, ou mais do que uma, que desperta em nós um novo estado nascente: uma disponibilidade a sentir, entender, enxergar o próprio mundo ao redor, e si mesmos, de maneira diferente, nova, melhor talvez, graças a um jogo de espelhos que a “pessoa amada” provoca em nós com uma força sentimental perturbadora tão intensa e radical que não se pode conter e nem sequer aclarar.  Quando se ama, simplesmente, se quer bem; totalmente e incondicionalmente. A outra pessoa desencadeia, abre e gera em nós traços, sentimentos e emoções que vão além de nós: algo novo, total, potencial, tr...

O sucidio da Europa - migrantes e moedas

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Todos os que olham para o mundo como uma casa global, além do próprio pomar, com certeza estarão nesses dias atónitos perante as continuas crônicas e imagens chocantes de migrantes abarrotadas nas fronteiras europeias e rejeitados com violência entre arame farpado e indiferença. Sobre esse fenômeno já escutei, na região, inúmeras opiniões: a maioria baseadas sobre leituras superficiais ou utópicas ou emoções como o medo ou a culpa.  Mas o Xisse da questão vai muito alem disso enquanto, de fato, está sendo a fenda que vislumbra e formaliza a crise da constituição europeia e o fracasso do seu projeto. O ponto central do que partir para entender a questão é que fundamentalmente a União Europeia, mais do que um acordo comercial (Shengen), é substancialmente um Estado de Direito fundado sobre uma convergência comum de princípios, direitos e deveres. E perante os milhares de prófugos em fuga das guerras, a política comum está se fragmentando por posições nacionalistas subversivas. O ...

As origens do Mal (do Brasil) - Parte 2

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Na ultima coluna ZF (no Líder do 12/09 e no blog) propusemos algumas hipóteses explicativas sobre as origens de alguns marcos culturais “negativos” do Brasil.  Cada Pais, cada povo, no mundo, tem as suas características negativas, que juntas as positivas, vem amplificadas e fixadas em estereótipos culturais: os italianos (“ tutta brava gente ”), são mafiosos e corruptos, os franceses chauvinistas e arrogantes, os ingleses sisudos e frios, os alemães soberbos e rígidos, os africanos violentos e instituais, os russos agressivos e cínicos, etc.  Dos brasileiros identificamos: corrupção, jeitinho, dês-comprometimento com o trabalho, paternalismo, egoísmo, preguiça, tendência à enganação, materialismo, etc. São marcos culturais. Genéricos. Ninguém se ofenda. Cada um tem a possibilidade de não sê-lo.   Mas o ponto é: por quê esses marcos? De onde vem? Quais as origens?  Três fatores como hipótese. Na primeira parte desse artigo desenvolvi o primeiro; o at...

As Origens do mal (do Brasil)

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Do que a gente reclama de si mesma? Quais as atitudes no alvo das idiossincrasias dos brasileiros a respeito dos “outros” (si)-mesmos brasileiros? Corrupção, jeitinho, dês-comprometimento com o trabalho e com as consequências das próprias ações e, correlacionadamente, paternalismo, individualismo egoísta, preguiça, tendência à enganação, materialismo, etc.  É isso? Essas, mais ou menos, são as características com as quais, ao lado das obvias, positivas, marcamos negativamente o estereótipo cultural do brasileiro, aos seus mesmos olhos e do mundo.  Mas por que essas características? De onde vêm?  No meu programa de rádio “Parla con Deny”, no ar e no site da 103 FM, costumamos abordar esses temas sociais e questões que tem a ver com as realidades diárias dos comportamentos e das crônicas locais e nacionais. Basicamente vem dialogada uma reflexão sobre si mesmos e as próprias estruturas e subestruturas culturais.  Bom, um “refrão” que surge constantemente...

Tornar-se homem hoje: desafios e soluções

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“Não chore”. “Não seja Mulherzinha”. “Seja homem”. “Seja macho”. Quanto é complicado hoje ser homens?  Nesses dias tive a sorte de assistir, de maneira privilegiada, algo que, mais do que um filme, é um verdadeiro movimento, inclusive pelo fato que está sendo produzido por meio de um auto patrocínio, muito em auge o mundo do espetáculo, chamado crowdfunding (ou seja coleta de fundos) e, sendo assim, ainda não está terminado. Estou me referindo a um documentário com titulo em inglês “the mask you live in”, ou seja “a mascara em que você vive dentro”. De fato se trata de uma reflexão sobre como estamos prejudicando de um ponto de vista educativo e evolutivo os nossos filhos homens.  O ponto de partida é um perspectiva para avaliar como as expectativas culturais, e a consequente desigualdade entre os genros, afeta e pesa sobre a evolução dos homens nessa fase da contemporaneidade global.  O que acontece quando os modelos educativos baseados sobre ideias de gen...

Ser (brasileiro) e Tempo (virtual)

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Tem um traço brasileiro que sempre impacta dentro de mim, enquanto discrepante diferença cultural respeito a dimensão europeia, pragmática, calvinista ou judaico-crista que seja, que caracteriza o assim chamado “mundo ocidental”. Esse marco é a relação entre identidade e tempo.  Para os “ocidentais”, filhos de Cristo, o presente [2] é um elo de ligação entre o passado [1] (orçamentos, balanços, memória) e o futuro [3] (objetivo, planejamentos, propósitos). O EU é uma função temporal linear [1-2-3!] entre culpa e expiação; declarações e provas, morte e contínuos novos nascimentos. O Deus cívico é o resultado. O principio fundante a concretude no encerro da sequencia. O campo de atuação e desenvolvimento de identidade é o trabalho/mercado.  Já na cultura oriental o tempo não é sequencial mas cíclico [1-2-3-1-2-3-1…]. O EU, no sentido indivíduo, por isso, não existe. O que existe é uma parte dentro o tudo: um EU-ALEM, função do transcendente. Por isso a forte espirituali...

Ser homem hoje: the mask you live in

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“Não chore”. “Não seja Mulherzinha”. “Seja homem”. “Seja macho”. Quanto é complicado hoje ser homens?  Nesses dias tive a sorte de assistir, de maneira privilegiada, algo que, mais do que um filme, é um verdadeiro movimento, inclusive pelo fato que está sendo produzido por meio de um auto patrocínio, muito em auge o mundo do espetáculo, chamado crowdfunding (ou seja coleta de fundos) e, sendo assim, ainda não está terminado. Estou me referindo a um documentário com titulo em inglês “the mask you live in”, ou seja “a mascara em que você vive dentro”. De fato se trata de uma reflexão sobre como es tamos prejudicando de um ponto de vista educativo e evolutivo os nossos filhos homens.  O ponto de partida é um perspectiva para avaliar como as expectativas culturais, e a consequente desigualdade entre os genros, afeta e pesa sobre a evolução dos homens nessa fase da contemporaneidade global.  O que acontece quando os modelos educativos baseados sobre ideias de ge...

A chantagem dos pais

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Duas premissas: o vínculo emocional entre pais e filhos é o amor primitivo, constitui para todos a principal forma de amor e se torna a matriz de todas as experiências sentimentais futuras. E o amor parental e filial tem característica única na vida de cada ser humano, que vem realizando-se entre indivíduos que não se escolheram um ao outro: os pais (quase sempre) decidem conceber, e, inevitavelmente, colam no filho alguns ideais e muitas expectativas; os filhos, no entanto, nascem e ponto: de fato eles não escolheram e muitas crianças levam uma vida inteira para aceitar seus pais para o que eles são. Ao mesmo tempo, as competências parentais que pressupõem a capacidade de amar incondicionalmente uma criança, para fornecer o cuidado, proteção e carinho necessário para criar um adulto saudável e autônomo, não são propriedades genéticas, mas o resultado de equilíbrio e conscientização dos pais. Como todos os estereótipos sociais, é generalizada uma representação que os pais ...

Vir ao mundo não é suficiente para nascer (a relação com os pais)

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Aprendi que não é suficiente vir ao mundo para nascer.  Se nasce quando se encontra o próprio EU. Se evolui quando se aprende a morrer e renascer continuamente. Princípio que vale desde o começo. A partir da relação com os pais. Porque a relação afetiva e o vínculo emocional entre pais e filhos constituem o amor primário. As experiências sentimentais sucessivas, de fato, reproporão esse esquema matriz. O problema é que, frequentemente, já se começa com o passo errado. Muitos filhos vêm, desde o nascimento, cobrados por uma chantagem afetiva e/ou, desde já, usados como banco genético para salvar a própria imagem ou casamento. Isso se enraíza logo sem nem dar-se conta. Quantos filhos aceitam o conceito de: “eu te botei no mundo, então… tu me deves respeito, obediência, etc. Eu mando”. Nada de mais errado. O sentimento mais importante que uma criança tem que desenvolver é a autoconfiança, a qual tem a sua base na aprovação dos pais. O que ocorre somente quando...

A Maçonaria Parla com ... (Deny)

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Semana importante para a Maçonaria local. Na segunda-feira (3) o programa Parla com Deny, que irá ao ar às 20h pela Rádio 103 FM, abordando “mistérios e segredos” que envolvem a Maçonaria. Estarei conversando com os maçons Renato Poletto, Sandro Valmorbida e Ayrton Favero, procurando aprofundar a compreensão sobre essa Instituição.  Também será proporcionada a palestra com ingresso livre, intitulada “O que você tem a ver com a corrupção?”, que acontecerá no dia 07/08/15, as 19:30 horas no CTG Porteira Aberta, sendo palestrante o Promotor de Justiça Dr. Pablo Sinhori. Bem, no aguardo dos dois eventos, o que um profano como eu poderia inferir sobre a Maçonaria, partindo de leituras sobre o assunto? Como desenredar-se entre lendas e teorias de conspirações, mitos, fatos históricos e interpretações simbólicas, significantes, sinais, ocultismo e mídia? Como entre Zeitgeist, filosofia, ontologia, história, economia, poder e política? Quais as origens? As finalidades?  ...