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Eleições 2014: como é que não vai ganhar assim?

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Premissas: a) a questão é Moldo complexa. Por isso a abordarei de uma forma simples, b) Sou um observador político mas não um partidário. Tenho interesse por pessoas e sociedade: as suas história, desenvolvimento, saúde e destino. Meus raciocínios, portanto, não têm nenhuma finalidade, exceto compreender. Daí a coluna de hoje, que nasce de uma boa conversa entre amigos no churrasco de fim de semana passado em que, com minha grande surpresa, era o único a sustentar uma tese para mim evidente e que hoje reproponho, preto no branco, para futura memória, ou seja: eu acho que a Dilma vai ganhar as próximas eleições, e como que não? Para argumentar esta previsão poderia recorrer a vários raciocínios: político, econômico, sociais, estatísticos e até mesmo histórico. Alguns exemplos? a) as projeções Ibope indicam ela vencedora ainda ao primeiro turno com uma quota de 43 e 47% e os dados de popularidade a colocam entre os presidentes mais populares do mundo (mas não entre os mais ama...

A educação do(s) pais

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Apesar da globalização que, disponibilizando os mesmos produtos e criando as mesmas ilusões de necessidades e desejos, faz parecer tudo o mundo igual o Brasil, e sobretudo a nossa região, me parece ter características culturais tão únicas que seria um absurdo mesmo pensar em termos de diferenças. Por cultura entendemos o sistema de valores, recursos e limites em que as pessoas se reconhecem e identificam e que, dependendo do contexto, se traduz em regras e linguagens de comportamento, implícitas e explícitas, da maneira de viver o próprio mundo. Coisas concretas que por exemplo vão de como se faz a fila a como se cumprem os acordos; de como se joga o lixo a como se usam os médicos/remédios até o relacionamento com os filhos. Sim, porque a mais poderosa janela para olhar dentro de uma cultura, é bem a educação, seja do indivíduo (em geral o modo como as pessoas se comportam em situações diferentes) seja do sistema (infraestruturas educativas e formativas). Bem, estando assim,...

"Boom pra todos" ... desde que ...

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Aposto que a maioria dos senhores leitores está em uma condição socioeconômica melhor do que o de seus pais/avós. Mas eles mesmos eram grandes trabalhadores. Então como explica-se este sucesso? No final da década de 90, tendo em vista a crise dos mercados ocidentais, a grande financia internacional necessitava criar-se um novo mercado diferencial, útil e alternativo. Foi assim plantado no Brasil, em razão de algumas suas características peculiares um modelo de desenvolvimento estratégico já bem conhecido. O objetivo: criar riqueza em curto prazo e resgata-la em longo. Como? Com a política de austeridade do Cardoso se deu a estabilidade necessária, porem entregando de fato o Brasil nas mãos do FMI. Com Lula, a política de incentivos e auxílios jogou a liquidez necessária para movimentar os mercados e assim criar uma vasta nova classe média, favorecendo a passagem da agricultura a microempresa. O Estado, até aqui central, começou a privatizar, mesmo permanecendo acionista atravé...

A Solidão

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Este artigo é inspirado pela recente divulgação de uma pesquisa da Universidade de Chicago que me deixa perplexo, no mínimo. O estudo foi publicado na edição de dezembro do Journal of Personality and Social Psychology. "As pessoas nas margens têm poucos amigos, e isolamento delas leva a perder os poucos laços restantes ", diz o pesquisador. "Estes efeitos de reforço significam que nosso tecido social, lata briga nas bordas." A tese básica da pesquisa diz que aqueles que se sentem sozinhos no final vem colocado às margens da mesma comunidade, legitimando assim o seu sentimento de solidão em um círculo vicioso sem solução (é bem guardando desta prospetiva que podemos e devemos perceber a importância dos serviços municipais territoriais, tais como os agentes de saúde, que trabalham para garantir que as pessoas não se “perdem” em uma fuga de isolamento ou em uma doença, caindo fora do sistema, que, como vimos, não tem misericórdia, quando tem que defender si mesmo...

O dom do presente

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Hoje um pensamento simples, talvez óbvio, mas nunca banal. Ou, pelo menos, que nunca deveria se-lo, por distração ou indiferença. Nestes dias todos nós temos o coração cheio: de família, encontros, presentes e alimentos. Eu também estou viajando para isso: abraçar os afeitos, para o Natal, cujo significado é próprio “dom”. Mas cada vez, no avião, acontece sempre uma situação que me impressiona e dói. Talvez seja porque incluído no bilhete, as pessoas quase nunca recusam a bandeja de comida, mesmo que meixam pouco ou nada. E logo, como águias, chegam as aeromoças que, sem nenhuma cerimônia, jogam tudo fora, água e muita comida, mesma a longa validade e já embaladas. E o meu pensamento corre sempre para os problemas da fome, hoje mesmo atrozes. Cresci ouvindo as historias de guerra, cenas de terríveis de privação e humilhação. Um ex- prisioneira dos campos nazistas me contou de um homem, desprovido por causa da fome de qualquer esperança e humanidade, que perto dela matou ...

SE DEUS QUISER

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As palavras expressam muito mais do que dizem. E nestes dias de muitas reuniões recorre assiduamente um jeito de dizer que chama fortemente a minha atenção, mesmo porque, enquanto profissional do "ser humano", sempre tinha paixão para as religiões e, por isso, fiz 5 anos de teologia na Universidade Católica de Milão. Então, perto do Natal, acho que vale a pena gastar uma reflexão sobre o: “Se Deus quiser"! Do ponto de vista cultural, o “se Deus quiser” parece uma posição clara na disputa teológica milenária entre predestinação, livre arbítrio e responsabilidade do homem, cumprida com si mesmo e os outros. Em particular parece apoiar a visão iper-calvinista de um mundo já totalmente alocado por vontade de Deus. Dele dependeria totalmente tudo o que acontece: um destino abrangido entre fatalismo e predeterminação. Uma abordagem a vida deindividualizante e deresponsabilizante; "visão cultural" que aqui parece ser ratificada por outras gírias recorren...

LIGAÇÃO ENTRE NATAL, CONSUMISMO E DEPRESSÃO - O ASPECTO PSICOLÓGICO

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Na semana passada vimos como o Natal tornou-se consumismo. Hoje do porquê desencadeia tristeza. Vamos começar por dizer que o desconforto de Natal é um verdadeiro mal-estar reconhecido na área clínica como Christmas Blues. Um estudo americano, em 1981, demostra que os estados internos mais estressantes durante este período são o sentimento de solidão, a sensação de falta de uma família, o surgimento de memórias e preocupações econômicas. Esta forma de depressão mostra afinidade com o que na psicanálise é chamada de "reação de aniversário" que explica como em algumas ocorrências de vida podem surgir sentimentos ou emoções aparentemente não de acordo com os acontecimentos atuais, mas em vez relacionados a eventos passados ​​ complexos ou problemáticos, que em seu tempo não foi possível desenvolver e, portanto, tendem a recorrer. É importante destacar como o Natal traz consigo uma alteração dos ritmos regulares da vida, o que expõe a estímulos incomuns: as interrupções ...

LIGAÇÃO ENTRE NATAL, CONSUMISMO E DEPRESSÃO – AS ORIGENS

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O que liga Natal, consumismo e depressão? Desenvolvemos o assunto em duas colunas consecutivas enquanto, pertencendo todos nós, é importante compreender. Hoje começamos abordando as verdadeiras origens do Natal e do seu aspecto de consumismo. No próximo a depressão e seus remédios. Vamos começar por dizer que o Natal é uma celebração reinventada. Do que hoje muitos se queixam, males e excessos, representam de fato a sua tradição mais genuína. Os valores cristãos e de família são recentes, chegaram depois. De fato, a história do Natal é uma história de conflitos de classe e religiosos. Dezembro sempre foi um período de férias importantes, relacionado com o solstício de inverno e com o final da colheita: período de grandes excessos e transgressões de comida, álcool e, graças à pausa forçada dos campos, de sexo. Hoje é um fato adquirido que a comida está disponível durante todo o ano, mas isso é verdade só para os últimos dois séculos. Antes que foram inventadas as geladeiras, deze...

Transtorno de Humor (sob encomenda)

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Hoje satisfazemos a leitora   E. Capra   que na página FB de ZF sugeriu nos falar sobre o Transtorno de Humor. Sendo que aproxima-se o Natal, período de forte risco para a sua detonação, achamos importante oferecer uma visão sobre o tema de forma simples e útil . Os T. de humor, também chamados de transtornos afetivos, são distúrbios de autoestima, ou seja, referentes a percepção do valor de si mesmos, que incluem duas categorias gerais: os depressivos e os bipolares. A depressão, em particular, é um mal comum e diabólico, apesar que nem sempre legitimado, que varia entre o 5% e 20% da população, com maioria entre as mulheres . Fatores que facilitam o seu estourar são: o sexo; a idade entre 35 e 45 anos; a história familiar de depressão e/ou alcoolismo; as experiências infantis em ambiente familiar destrutivo, hostil ou negativo; eventos recentes de perdas, mortes, quedas de papel social; falta de relações íntimas ou confidenciais; parto nos últimos seis meses. ...

Brasil e Itália: a corrupção como tradição

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Corrupção e impostos são dois temas quentes, sempre discutidos com grande efervescência entre um chima e uma gelada. Em ZF, com certeza, desenvolveremos os dois a partir de diferentes perspectivas. Hoje, o caso Pizzolato nos oferece a oportunidade para começar a dissecar o primeiro: a corrupção. Em primeiro lugar é preciso dizer que não é uma coincidência que o ex Dir. Mkt. do BB condenado no mensalão fugiu bem na Itália, assim como os italianos do pós-guerra fugiram no Brasil. Os dois países do ponto de vista sociológico, político e cultural são muito semelhantes em termos de corrupção, tanto que no último relatório do Transaprency Internacional os dois países figuram respectivamente no 69° e 72° lugar entre 176 países, ambos lamentavelmente lanternas traseiras das assim faladas democracias civis. Nesse sentido, é importante destacar como o mesmo "sistema-democracia" foi desenvolvido justamente para responder ao problema (introduzido do filosofo Rousseou) de como ...

E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE ... (OU NÃO?)

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“ Você não mudou. Te deixo!” / “Você mudou. Te deixo! ” .... Amar-se não é suficiente para continuar a ficar juntos. Não é mesmo passar a vida inteira lado a lado, enfrentando e superando os principais desafios e as incertezas do amanhã e as pequenas dificuldades e inseguranças do dia a dia. Não o é construir uma própria casa: um espaço físico que recebe e protege; um espelho íntimo, que reconhece e define. Nem é suficiente, como era uma vez, hipotecar a continuidade, colocando no mundo um filho. Não hoje. Não mais.  Porque? O que mudou? Acontece que, hoje, diferentemente do que no passado, o mundo oferece todo um bacanal deslumbrante de possibilidades a serem urgentemente aproveitadas: “coisas”, identidades e destinos (assuntos que, as vezes, fundam-se e confundam-se uns com os outros).  O mesmo conceito de possibilidade torna-se um valor (O "Yes We Can "de Obama) que vai bem além das aberturas ao desenvolvimento econômico e cultural (negócios e estudos; compr...