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Transtorno de Humor (sob encomenda)

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Hoje satisfazemos a leitora   E. Capra   que na página FB de ZF sugeriu nos falar sobre o Transtorno de Humor. Sendo que aproxima-se o Natal, período de forte risco para a sua detonação, achamos importante oferecer uma visão sobre o tema de forma simples e útil . Os T. de humor, também chamados de transtornos afetivos, são distúrbios de autoestima, ou seja, referentes a percepção do valor de si mesmos, que incluem duas categorias gerais: os depressivos e os bipolares. A depressão, em particular, é um mal comum e diabólico, apesar que nem sempre legitimado, que varia entre o 5% e 20% da população, com maioria entre as mulheres . Fatores que facilitam o seu estourar são: o sexo; a idade entre 35 e 45 anos; a história familiar de depressão e/ou alcoolismo; as experiências infantis em ambiente familiar destrutivo, hostil ou negativo; eventos recentes de perdas, mortes, quedas de papel social; falta de relações íntimas ou confidenciais; parto nos últimos seis meses. ...

Brasil e Itália: a corrupção como tradição

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Corrupção e impostos são dois temas quentes, sempre discutidos com grande efervescência entre um chima e uma gelada. Em ZF, com certeza, desenvolveremos os dois a partir de diferentes perspectivas. Hoje, o caso Pizzolato nos oferece a oportunidade para começar a dissecar o primeiro: a corrupção. Em primeiro lugar é preciso dizer que não é uma coincidência que o ex Dir. Mkt. do BB condenado no mensalão fugiu bem na Itália, assim como os italianos do pós-guerra fugiram no Brasil. Os dois países do ponto de vista sociológico, político e cultural são muito semelhantes em termos de corrupção, tanto que no último relatório do Transaprency Internacional os dois países figuram respectivamente no 69° e 72° lugar entre 176 países, ambos lamentavelmente lanternas traseiras das assim faladas democracias civis. Nesse sentido, é importante destacar como o mesmo "sistema-democracia" foi desenvolvido justamente para responder ao problema (introduzido do filosofo Rousseou) de como ...

E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE ... (OU NÃO?)

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“ Você não mudou. Te deixo!” / “Você mudou. Te deixo! ” .... Amar-se não é suficiente para continuar a ficar juntos. Não é mesmo passar a vida inteira lado a lado, enfrentando e superando os principais desafios e as incertezas do amanhã e as pequenas dificuldades e inseguranças do dia a dia. Não o é construir uma própria casa: um espaço físico que recebe e protege; um espelho íntimo, que reconhece e define. Nem é suficiente, como era uma vez, hipotecar a continuidade, colocando no mundo um filho. Não hoje. Não mais.  Porque? O que mudou? Acontece que, hoje, diferentemente do que no passado, o mundo oferece todo um bacanal deslumbrante de possibilidades a serem urgentemente aproveitadas: “coisas”, identidades e destinos (assuntos que, as vezes, fundam-se e confundam-se uns com os outros).  O mesmo conceito de possibilidade torna-se um valor (O "Yes We Can "de Obama) que vai bem além das aberturas ao desenvolvimento econômico e cultural (negócios e estudos; compr...

A Praça é nossa

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Do ponto de vista antropológico a maneira como o ser humano ocupa o espaço é um dos aspectos mais fascinantes da sua história de vida social. Os lugares falam sobre quem os habitam e os alteram em uma contínua estratificação de mudanças, sinais, valores e significados. Em particular a praça fala da cidade. Ainda mais, tecnicamente é a sua origem. Historicamente as cidades nasceram como extensão da mesma praça, espaço encruzilhado de afluência em função de uma feira, em um progressivo aumento de exigências e construções ao seu redor (a diferencia das comunidades onde a origem/base é a propriedade fundiária e depois vem criado um lugar de encontro). A praça é o centro desta realidade: bem no centro, também por razões de segurança (assim que o ladrão não pudesse escapar); o lugar do desenvolvimento da vida pública; deposito arquitetônico e simbólico de sinais históricos e valores fundamentais da mesma concepção civil (poder, religião, comercio). É espaço aberto: para encontros, escam...

A RELIGIAO DO FUTEBOL

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Geralmente sustento que para ter uma ideia de um povo é suficiente prestar atenção a três suas expressões: a) A arquitetura b) O jeito de dirigir c) O futebol. Bem, hoje falamos de futebol, uma poderosa janela cultural sobre um povo. Exemplos? A Alemanha: terra fria; de mineras e guerras. A gramática de sua língua é rigidamente estruturada. Seu jogo eficiente, organizado e poderoso exatamente como os carros que produzem. No final, sempre chegam ao fim. A Itália? Terra de invasões, poetas e marinheiros. A sua semântica é rica e flexível. Arte e criatividade. O jogo? Todos fechados na defesa (os carcamanos) esperando o golpe de gênio mas sem ser capaz de finalizar (perde-se nos pênaltis). Enquanto psicólogo é um grande privilégio poder jogar aqui. Do campo se podem ver aspectos do “brasileiro” que nos livros não se podem ler. Para o brasileiro destaca-se, nesse caso, sua relação com o tempo e com o prazer. Para o ocidental, cristão, pós-iluminista, de fato, o present...

LEILOANDO O AMANHÃ

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Os olhos de todo o mundo estão hoje apontados com trepidação sobre o leilão do Pré-Sal. Uma ocorrência de impacto extraordinariamente crucial . Em jogo não há apenas grandes interesses económicos quanto o realinhamento do eixo geopolítico do mundo que, obviamente, segue o poder da alimentação energética. De fato o Brasil está vendendo seu petróleo para os “outros”. Por quê? O que está por baixo? Dívida? Corrupção? Incapacidade técnica? Consequência da crise diplomática com o bloco neoliberal do FMI por causa da dura tensão política (espionagem) coeva com os EUA e a necessidade de se ligar a China sem entrar no OPEP? Os números são impressionantes : reservas de 8 a 12 bilhões de barris de petróleo por uma área de 1500 Km. Investimentos de 185 bilhões US dólares em 35 anos; taxa de 5 bilhões de € a serem pagos ao governo, cujo pertencerá apenas o 40% do extrato; construção de 18 novas plataformas e 90 navios de apoio. O capital induzido pela Petrobras, financiado por meio de polít...

MAS QUE DROGA ...?!

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Não é por acaso que o Arcebispo do RJ abriu a JMJ endereçando-se para usuários de drogas, convidando-os a seguir a palavra de Deus, cuja casa também é deles; nem que a Dilma iniciou o seu mandado declarando de querer “combater as drogas com toda força, como se fosse uma guerra ". A “Questão Droga” é, de fato, o espelho de um país enquanto aglomera e envolve todas as forças civis de uma sociedade (Economia, Política, Justiça, Saúde, Educação, etc.). De como lida com isso mostra a sua força e sua alma. E o Brasil? Como está enfrentando esta guerra? Como aborda as suas três linhas de 1) A oferta. Ou seja, o tráfico. Frente Justiça; 2) A demanda. O uso. Frente Prevenção; 3) O tratamento. Frente Saúde: A partir dos dados, mais do que dramática, a situação é trágica. O BR é o primeiro país no mundo seja como consumidor que como exportador. E, prestam atenção, sem produzi-la. Isso significa, de fato, que o pais está nas mãos dos traficantes, que têm o poder de sacrificar a ...

"DEIXA EU TE CONTAR. FIQUEI SABENDO ..."

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Nasci em Milão: uma grande cidade, com alma, valores e regras típicas de uma metrópole europeia. Escolhi viver aqui no Oeste, com a disponibilidade para compreender as especificidades culturais desta região e do seu povo; para aceitar, respeitar e fazer minhas as diferenças que me podem melhorar e superar com paciência aquelas que me podem abater. Entre essas características culturais, há uma, que abrange a grande diferença entre a realidade de uma cidade grande (aberta) e uma pequena de vilarejo (fechada), no entanto, que, para mim, milanês e até mesmo de formação católica, ainda permanece um desafio difícil: uma realidade, um comportamento, uma diferença, que ainda tenho que concertar. Um habito muito estranho. Refiro-me ao uso sistemático, contínuo e estratégico da FOFOCA . Claro que, como antropólogo, bem entendo a sua função evolutiva. Todas as comunidades dividam-se em duas categorias de pessoas: os falcões e as pombas. Os Falcões são aqueles que conquistam riqueza e ...

Bolsa Família sim? Bolsa Família não?

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Nessa parte do Oeste, a visão predominante sobre o Bolsa Família e, mais geralmente sobre os subsídios assistenciais do governo é, sem dúvida, muito negativa. Aqui as pessoas que nutrem e movem esta região espelham-se e reconhecem-se na cultura do trabalho. Agricultores que não economizam o esforço em trabalhar suas terras e comerciantes que não desistem sob os desafios adversos do mercado. Aqui a gente trabalha! E é graças ao trabalho que hoje esteja-se melhor do que os nossos pais e avós, com o desejo e a ambição de que tudo vai sempre ao melhor para os nossos filhos. Por esta razão, é difícil aceitar que parte dos seus rendimentos, frutos suados e merecidos deste trabalho, por meio de impostos, apoiem quem quer evitá-lo. Claro, ninguém recusa-se de ajudar aqueles que realmente precisam. A raiva e o sentimento de injustiça são direcionados para aqueles que se aproveitam disso (mas qual'è o filho que não deixa o seu quarto uma bagunça aproveitando-se ou simplesmente não vendo...

Bolsa Família - 5 maneiras de o gastar (irônico)

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No dia 25/10/2013 falamos de Bolsa Família. O que você acha? Contribui ao acrescimento compartilhando a sua opinião e criando dialogo.

O QUE É "CRESCER"? COMO SE PODE MELHORAR?

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O que é "crescer"? Como se pode melhorar? Claro, todos, ou quase todos, aspiram a amadurecer como pessoas e prosperar no trabalho; beneficiar de uma sociedade melhor e mais justa; morar em uma cidade mais habitável; espelhar-se em uma política mais transparente; ser administrados por um governo mais eficaz e assim por diante. Então, por que, apesar desse desejo natural, isso não acontece e concretiza-se simplesmente por como se procura? Simples! Por que para crescer, para melhorar a si mesmo e ao próprio mundo, é preciso coragem. Uma extrema, muito forte, coragem. A coragem de MUDAR. Crescer, de fato, significa próprio aceitar a separação do estado de coisas conhecidas; significa abandonar a zona de conforto e comodidade que protege colocar em risco o equilíbrio conquistado, às vezes arduamente; significa deixar para trás o presente e aceitar, assim, renunciar ou perder algumas das suas vantagens e seguranças. Saber crescer significa, justamente, superar o med...

Apresentação ZONA FRANCA

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Bom dia, O Blog Zona Franca é o paralelo web da respectiva coluna do Jornal Folha do Oeste de São Miguel do Oeste -SC. Esse espaço, obviamente, tem a ambição de ser mais interativo: todos os comentários são bem vindos.   Pensamentos, criticas, propostas, visões, reflexões e experiencias pessoais referentes aos tremas tratados são presentes preciosos e tijolos fundamentais na construção de uma cultura que hospeda e forma cada um de nos.  Por isso agradeço cada um de vocês que, acreditando no dialogo e no confronto, escreverá, participando nesse blog.  Do meu lado eu me empenho a ler e escutar humildemente cada palavra pronunciada, com a atitude de aprender da vocês, protagonistas-mestres de uma cultura tão jovem e rica como aquela do extremo oeste catarinense, assim como responder pontualmente para acrescer diálogos e reflexões....

As 5 razões para afirmar que o gigante ainda não se acordou

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O Gigante acordou? Esta é a pergunta que reverbera e salta com grande paixão e entusiasmo dentro dos limites de quase todo o Brasil, ou pelo menos na parte mais avançada tecnologicamente e acostumada com o uso da Internet e, acima de tudo, facebook e redes sociais em geral (que, como veremos, têm um papel fundamental na determinação dessa onda de manifestações e protestos). Uma paixão (entusiasmo) juvenil, deslumbrante, abrangente; uma paixão daquelas que como um amor de verão, você parecia esperar por toda a vida e que quando te possui, você quer grita-la para todos, muito além das fronteiras do próprio estado (e país), porque nada é mais importante, forte e correto desse novo sentimento, nada vai absorver e captar de maneira tão intensa e rápida, que depois, como todo o bom amor de verão, vai embora, naturalmente, uma vez que as férias terminam e se volta para a vida cotidiana de sua própria casa. Mas o que exatamente está acontecendo? Como ler e interpretar essa onda de ma...