EQUILIBRIO ENTRE VIDA PESSOAL E TRABALHO - DESAFIO MODERNO
Nos psicólogos chamamos de Work Life Balance o equilíbrio entre a energia dedicada ao trabalho e energia dedicada à vida privada. Este equilíbrio é agora reconhecido como um objetivo estratégico para as empresas, tanto em termos de desenvolvimento e desempenho dos seus recursos, tanto em termos de lealdade do empregado.
Pode ser útil para entender melhor, alguns postos-chave que fazem parte desta "visão": não deixar que os modelos do passado condicionem as escolhas do presente; evitar os chamados "sacrifícios necessários" de hoje para não ter arrependimentos amanhã; Sempre perguntar-se se está convencido de que faz; tentar viver de acordo com a sua natureza, em vez de tentar ser outra coisa; jogar fora com coragem preconceitos e velhos papéis, seja na família que no trabalho; sempre tentar entalhar algum tempo para si mesmo; a empresa não é uma família, e a família não deve ser um negócio. Ou pelo menos não deveria ser assim. Embora nesta região ainda vejo muitos problemas relacionados com a confusão entre cultura familiar e modelo de negócio. Problemas que explodem especialmente no campo da sucessão e continuidade no momento em que os filhos são introduzidas na empresa.
Tentei, por exemplo, vender as empresas de SMO e MH os "modelos de prevenção, solução e performance" com que trabalhei nas empresas europeias para evitar choques e colapsos a médio/longo prazo e organizar a harmonização entre a cultura de empresa e modelo familiar. Nenhuma me contratou. Sinal de que os tempos não estão prontos e que: ou aqui o futuro não é um ponto a planejar no presente, ou a ideia da família unida no presente vale o sacrifício da empresa no futuro. Provavelmente quando o 60% das empresas familiares abertas nos últimos dois anos ou em fase de sucessão fecharão porque não organizadas ou preparadas para suportar o impacto da mudança do mercado em função de um aumento de dois pontos na inflação, o restante 40% das empresas, talvez, se acordará. Fazer o que? Aqui a realidade parece um novelo a desenvolver minuto a minuto e não um caminho a planejar em médio/longo prazo.
Isso do ponto de vista da empresa. Daquele do trabalhador-pessoa, parar e pensar sobre o que pode fazer-nos verdadeiramente felizes, ou pelo menos tranquilos é o pré-requisito para encontrar uma solução para aquela insatisfação que, mais cedo ou mais tarde, investe todos, mesmo os que têm um trabalho que gostam ou que foi escolhido. Tem que respeitar que "os ricos também choram" e que a depressão, estresse e falências privadas podem afetar qualquer pessoa; o dinheiro não protege dessas experencias. Para evitar ou reagir, cada um de nós tem de aprender, talvez com a ajuda de um psicólogo, chegar ao equilíbrio atraves métodos e estratégias adequdos. Para ter uma vida de qualidade. Isso implica aprender a harmonia, enquanto trabalho e vida privada são partes fundamentais da nossa existência: para o nosso bem-estar psicológico e para o sucesso de nossas carreiras é essencial conciliá-los. Como psicólogo Estou convencido de que essa harmonia é um dever alem do que possível. E nesse sentido quero destacar a louvável iniciativa da secretaria de saúde que promove um espaço de atenção e de reconciliação dos aspectos profissionais e pessoais para os funcionarios da saude no ambito do projeto “cuidar de quem cuida”.
Conseguir equilibrio e harmonia é possivel, mesmo em situações aparentemente impossíveis. Existem tecnicas por isso. É preciso coragem, tem que saber olhar com clareza para as suas vidas como um todo, tanto pessoal quanto profissional e, se necessário, enfrentar um caminho de mudança. Em jogo está a propria mesma capacidade de viver. Porque não é suficiente nascer para viver. Saber viver é algo que se aprende.

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