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Natal, começo do ano e depressão - o aspecto psicologico

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Na semana passada vimos como o Natal tornou-se consumismo. Hoje do porquê, para muitos, leva tristeza. Vamos começar por dizer que o desconforto de Natal é um verdadeiro mal-estar reconhecido na área clínica como Christmas Blues . Um estudo americano, em 1981, demostra que os estados internos mais estressantes durante este período são o sentimento de solidão, a sensação de falta de uma família, o surgimento de memórias e preocupações econômicas. Esta forma de depressão mostra afinidade com o que na psicanálise é chamada de "reação de aniversário" que explica como em algumas ocorrências de vida podem desencadear sentimentos ou emoções aparentemente não de acordo com os acontecimentos atuais, mas em vez relacionados a eventos passados ​​complexos ou problemáticos, que não foi possível resolver na época e, portanto, tendem a recorrer. É importante destacar como o Natal traz consigo uma alteração dos ritmos regulares da vida, o que expõe a estímulos incomuns: as inte...

Natal, consumismo e depressão - as verdadeiras origens

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O que liga Natal, consumismo e depressão? Explicarei isto em duas colunas consecutivas. Neste artigo acenarei as verdadeiras origens do Natal e ao seu aspecto de consumismo. No próximo artigo correlacionarei a depressão ao Natal e proporcionarei soluções.  Bom, vamos começar por dizer que o Natal é uma celebração reinventada.  o que hoje muitos se queixam, ou seja materialidades e excessos, indicam de fato a tradição mais originaria do Natal. Os valores cristãos e de família são recentes, chegaram depois.  De fato, a história do Natal é uma história de conflitos de classe e religiosos.  Dezembro sempre foi um período de férias importantes, relacionado com o solstício de inverno e com o final da colheita: sempre foi período de grandes excessos e transgressões de comida, álcool e, graças à pausa forçada dos campos, de sexo.  Hoje é um fato adquirido que a comida está disponível durante todo o ano, mas isto vale só para os últimos dois séculos. Ant...

Amor liquido-moderno: Juntos toda a vida ou continua troca de relações?

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Amar-se e ficar juntos por toda a vida. No passado, até algumas gerações atrás, não apenas era possível, mas era mesmo norma. Hoje, no entanto, tornou-se uma raridade, uma escolha invejável ou absurda, dependendo dos pontos de vista. Hoje estamos expostos a milhares de tentações e permanecer fieis certamente não é o mais óbvio, mas torna-se uma maneira desubtrair pelo menos os sentimentos à rápida dissipação do consumo. O que leva as pessoas a procurar sempre novas histórias é a necessidade de amar e ser amadas, em uma busca constante de satisfaçâo, sem nunca sentir-se certas de te-lo sidos suficientemente. Esta é a essencia do que hoje se chama de amor liquido: um amor dividido entre o desejo de emoções e o medo do vínculo. Tudo depende das escolhas. É uma questão de escolhas. Algumas mais simples. Outras mais dificieis. Hoje vivemos mais relações ao decorrer da nossa vida. A pergunta certa a fazer-se é a seguinte: é por que temos mais liberdade ou apenas m...